Artigo

AUTOMEDICAÇÃO ENTRE ESTUDANTES DE UMA UNIVERSIDADE DO SUL BRASIL

SIQUEIRA, Geovanna Do Nascimento1; EFING, Ana Carla2;

Resumo

Introdução:A automedicação pode ser definida como uma prática na qual o indivíduo toma a iniciativa de utilizar medicamentos sem a prescrição por um profissional habilitado. A avaliação do fenômeno da automedicação possui duas vertentes, a consciente e responsável, que desonera os sistemas de saúde, e a não orientada e irresponsável, que traz prejuízos. A associação entre o grau de informação do usuário e o consumo de medicamentos sem prescrição mostrou relação direta com o acúmulo de conhecimentos adquiridos na educação formal ou informal. Estudos tem demonstrado que a prática automedicação atinge percentuais superiores a 70% entre estudantes universitários. Segundo a ABIFARMA, no Brasil, 80 milhões de indivíduos são adeptos da automedicação, o que representa um risco para a saúde, visto que o uso inadequado de medicamentos pode mascarar ou postergar o diagnóstico de patologias, desencadear enfermidades iatrogênicas, interagir com outros fármacos em uso, promover intoxicações. (Abifarma). O estudo ocorre em uma universidade no sul do Brasil, no curso de Psicologia e foram entrevistados 123 alunos.

Objetivo:O objetivo do estudo foi examinar o perfil dos estudantes, se haviam realizado a automedicação nos últimos 12 meses, se nesse mesmo período os medicamentos utilizados haviam sido prescritos por um profissional habilitado, qual a duração do tratamento, quando o estudante se automedicou procurou informações sobre o medicamento e qual a fonte, se a informação foi compreendida, se cumpriu as informações rigorosamente, se usava outro medicamento no mesmo período, efeitos indesejados e quais foram.

Metodologia:Foi usado o questionário respondido anonimamente e distribuído aos alunos no período regular de aula, eles responderam perguntas abertas e fechadas com foco na experiência, uso de medicamentos nos últimos 12 meses, doenças, tipo de medicamento usado, profissional que receitou, influencias e quais fontes foram usadas para saber sobre o medicamento .

Resultados:No total foram entrevistados 123 alunos do curso de Psicologia sendo estes na faixa etária de 18 a 28 anos na sua maioria solteiros, mais de 80% mulheres e menos de 20% homens, mais de 90% relataram terem feito a automedicação nos últimos 12 meses, mais 80% não foram preescritos por um profissional habilitado, mais de 30% relataram que usaram os medicamentos de 1 a 2 dias, quase 40% procurou informações ,sobre o medicamento, ás vezes e relataram que frequentemente compreenderam a informação recebida, quando questionados sobre o cumprimento das informações recebidas rigorosamente a porcentagem da alternativa “ás vezes” foi a mesma da alternativa “frequentemente” (24,4%), 39,0% afirmou nunca ter usado um medicamento enquanto fazia tratamento com outro e por fim, 57,7 disseram nunca terem sentido algum efeito indesejado.

Conclusões:Pode-se concluir que a automedicação acontece independente da área de conhecimento, que em sua maioria mulheres fazem mais uso, o que levou a maioria a usar os medicamentos foram as prescrições anteriores, procuram informações nas bulas e na Internet e as doenças mais relatadas para usar os medicamentos foram a dor de cabeça, gripe e resfriado.

Palavras-chave:Automedicação. Estudantes. Consciente e responsável. Não orientada e irresponsável.

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador