Artigo

MEMBRANAS PRODUZIDAS A PARTIR DO SABUGO DE MILHO (ZEA MAYS)

CARDOSO, Madie Greca1; JUNGLES, Raul Ribeiro3; REOLON, Lídia Watanabe3; LUCYSZYN, Neoli3; SOUZA, Clayton Fernandes De2;

Resumo

Introdução:O sabugo de milho, é o resíduo em maior quantidade (aproximadamente 20% em massa) gerado após ser debulhado o milho e este resíduo é uma fonte rica em celulose que pode ser direcionada para um destino mais nobre, aproveitando melhor a fonte deste biopolímero. A celulose é um biopolímero encontrado principalmente em todos os vegetais, não sendo encontrado isoladamente na parede vegetal, mas sim em uma rede complexa contendo lignina e hemicelulose, contribuindo na resistência e flexibilidade da planta. Pesquisas recentes, vêm demonstrando a versatilidade deste biopolímero, independente de sua fonte, sendo hoje utilizado inclusive na indústria farmacêutica e alimentícia. Além disso, a incorporação de princípios ativos, como os óleos essenciais, na membrana obtida a partir de sabugo de milho pode aumentar a gama de aplicações desses materiais, além de obter produtos de baixa toxicidade. O óleo de coco é rico em ácido cáprilico (cerca de 7% da gordura do coco) e ácido láurico (cerca de 50% da gordura do coco) que tem como metabólito a monolaurina, uma das substâncias com ação antifúngica, e que não afeta as bactérias da flora intestinal probiótica.

Objetivo:Assim, o objetivo do presente projeto foi o de reaproveitar o resíduo de milho (sabugo) e produzir filmes a partir de matriz celulósica e o óleo de côco, no desenvolvimento de um biomaterial com propriedades antifúngicas.

Metodologia:Na primeira etapa, as membranas foram produzidas após limpeza do sabugo e realizado a trituração e tratamento químico. Após a produção da polpa, uma massa específica (4g) foi dispersa em 25 mL em três solventes diferentes (acetona, água, álcool). Feito isso, foram agitadas no vortex, colocadas em uma “forma” e deixadas para secar na estufa para a obtenção das membranas. Para a incorporação do óleo de côco, foi dispero 5mL de óleo de côco em água e 2mL de dodecil sulfato de sódio (SDS) com agente dispersante. Após a obtenção dos filmes, avaliou-se a inibição fungica das membranas contendo óleo de côco e outros aditivos (extrato de cranberry, óleo de cravo da índia), realizando o teste disco-difusão.

Resultados:Pelos resultados obtidos, as membranas apresentaram-se homogêneas e sem inibição antifúngica (usando Saccharomices cerevisiae) na presença dos aditivos, indicando que nas concentrações do princípio ativo não se obteve resultados positivos.

Conclusões:Contudo, os resultados indicam a potencialidade o biomaterial desenvolvido, sendo necessária novas etapas para a padronização e condições ideias para a eficiência da membrana como um biocurativo.

Palavras-chave:sabugo de milho. Celulose. Óleo de côco. Membrana biocurativa. Atividade antifúngica.

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador
    3. Colaborador