Artigo

A AUTOMEDICAÇÃO ENTRE ESTUDANTES DO CURSO DE GRADUAÇÃO EM ODONTOLOGIA DE UMA UNIVERSIDADE PRIVADA DO SUL DO BRASIL

SILVA, Kassia Calonassi De Oliveira da1; OLIVEIRAS, Gracinda Maria D Almeida E2;

Resumo

Introdução:A automedicação pode ser definida como uma prática na qual o indivíduo toma a iniciativa de utilizar medicamentos sem a prescrição por um profissional habilitado (ALVES, Badiger) e é perigosa visto que o uso inadequado de medicamentos pode mascarar ou postergar o diagnóstico de patologias, desencadear enfermidades iatrogênicas, interagir com outros fármacos em uso e promover intoxicações (Abifarma).

Objetivo:Identificar o conhecimento, prática e atitudes acerca a automedicação dos estudantes de Odontologia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná.

Metodologia:Foi elaborado um questionário com 21 perguntas e responderam a este 105 estudantes de Odontologia, 85 mulheres e 20 homens entre 18 a 36 anos. Os resultados foram transmitidos para a plataforma online Qualtrics na qual foram contabilizados.

Resultados:Utilizaram de medicamentos nos últimos 12 meses 98.1% dos alunos dos quais 96.9% afirmam ter praticado a automedicação. Os problemas de saúde mais recorrentes para os quais os alunos buscaram a automedicação são dores de cabeça, gripes, resfriados, dores de garganta, cólicas e dores musculares. Quanto à duração do tratamento por automedicação, 92.9% dos alunos utilizaram de uma dose até 7 dias de tratamento e 7.1% utilizaram do medicamento sem prescrição médica por mais de 7 dias. Foram influenciados por familiares ou amigos 41%, por atendentes de farmácia 12.4%, por prescrições anteriores 32.4% e possuíam o medicamento em casa sem prescrição 32.4%. Os locais mais frequentes de busca de informações sobre o medicamento são a bula e a internet. 22.7% dos alunos sempre procuram essas informações e 13.4% dos alunos nunca procuram informações adicionais sobre o medicamento. Compreendem sempre ou frequentemente as informações sobre o medicamento 89% dos alunos. Porém, apenas 29.8% cumprem sempre rigorosamente as informações recebidas. 20.8% sempre e 2.1% frequentemente utilizam medicamentos prescritos concomitantemente com o medicamento automedicado. A maioria dos alunos (63%) afirmou que os medicamentos automedicados nunca apresentaram efeitos indesejados. Perceberam estes efeitos raramente 29%, ás vezes 7% e frequentemente 1%.

Conclusões:A prática da automedicação é muito frequente entre os estudantes e é evidenciado que nem todos procuram informações suficientes sobre o medicamento. Muitos utilizam de fontes não confiáveis como a internet ou familiares e amigos. Estes também são os principais influenciadores desta prática. Muitos estudantes utilizam de medicamentos prescritos concomitantemente com medicamentos automedicados, o que representa um grave risco à saúde destes.

Palavras-chave:Automedicação. Estudantes de odontologia. Educação superior.

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador