Artigo

CONSUMO ALIMENTAR DE ESCOLARES COM NECESSIDADES ALIMENTARES ESPECIAIS - NAE

BACH, Gabriel Henrique E. Garcia1; CARNEIRO, Carolina Fantin3; RIBAS, Maria Teresa Gomes De Oliveira2;

Resumo

Introdução:A demanda nutricional de suplementação ou subtração de certos componentes alimentares de uma dieta configura ao sujeito uma necessidade alimentar especial (NAE), que apresenta diferentes designações conforme a alteração metabólica ou fisiológica da qual decorre. A não observância a tais necessidades pode acarretar transtornos de natureza psicológica e física. Como efeito, as instituições públicas de ensino básico têm papel indispensável nesse âmbito, não somente fornecendo atendimento alimentar adequado, como também evitando casos de exclusão social no espaço escolar. Neste cenário, foi realizado estudo com a população de escolares que vivem com NAE da rede pública municipal de educação de Curitiba, PR.

Objetivo:Caracterizar marcadores de consumo alimentar de escolares com NAE como indicadores de segurança alimentar e nutricional; propor materiais educativos sobre NAE para a comunidade escolar.

Metodologia:Foram realizados mapeamentos das NAE em escolas municipais, considerando sexo e idade dos escolares envolvidos, tipo de dieta especial segundo dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Educação (SME). Responsáveis das famílias das crianças com NAE responderam um questionário sobre consumo alimentar e avaliação de aspectos socioeconômicos. Seus resultados foram sistematizados para a produção de indicadores alimentares. Com base em referencial de estudo anterior, sobre subjetividades de gestores, merendeiras e, alunos com NAE, os pontos críticos encontrados (entendimento do tema e seu impacto no ambiente escolar, qualidade da comida ofertada, inclusão social e percepção sobre o diagnóstico NAE) deram estrutura aos materiais educativos produzidos.

Resultados:Obteve-se que a média de idade dos escolares foi de aproximadamente 8 anos (8,1607). O sexo feminino caracterizou 54,57% dos escolares, e o masculino representou 45,43%. As dietas especiais mais frequentes, foram intolerância à lactose (33%), dislipidemia (18%) e alergias alimentares em geral (15%). Bebidas adoçadas, doces e guloseimas foram os principais marcadores de consumo de risco.

Conclusões:Diante da vulnerabilidade alimentar e de vivências dos escolares com NAE, por meio de uma revista em quadrinhos, se buscou conferir visibilidade ao tema no espaço escolar, promovendo o autocuidado e a ótica do direito humano à alimentação adequada.

Palavras-chave:Necessidades alimentares especiais. Alimentação escolar. Educação alimentar e nutricional. Direito humano à alimentação adequada.

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador
    3. Colaborador