Artigo

MEMÓRIAS DA ILHA DAS PEÇAS

PEREIRA, Jessana Pinheiro De Almeida1; GUEBERT, Mirian Celia Castellain2;

Resumo

Introdução:Este projeto denominado A ESCOLA NÃO É UMA ILHA se apresenta como uma proposta de intervenção no Colégio Estadual Ilha das Peças, e compõem a pesquisa Memória e Educação em Direitos Humanos da Linha Políticas Públicas e Direitos Humanos do Programa de Pós-Graduação em Direitos Humanos e Políticas Públicas da Escola de Educação e Humanidades-PUCPR.

Objetivo:O objetivo desse projeto foi realizar uma intervenção junto à comunidade na Ilha das Peças que é composta por 320 pessoas que são residentes permanentes, com o intuito de levantar a história de vida das pessoas Idosas sendo um total de 25 pessoas que moram na ilha a fim de potencializar a atuação política da comunidade por meio da gestão democrática participativa para a efetivação de uma associação. Pretende-se politizar a comunidade da Ilha das Peças sobre os Direitos dos Idosos em uma perspectiva democrática e potencializar o sentimento de pertencimento da comunidade idosa em espaços públicos e interativos.

Metodologia:foi realizado o mapeamento da população foco deste projeto, que são residentes na Ilha das Peças, para tanto, houveram seis visitas, as quais foram organizadas e agendadas pela PIBIC Jr, nas casas dos idosos, foco dessa pesquisa, sendo que com a presença dos alunos PIBIC e a orientadora. Utilizou-se da metodologia exploratória, por meio do instrumento de coleta de dados a história oral, que contou com 10 entrevistados sendo idosos e moradores da Ilha. Os dados foram degravados e analisados a partir da análise do conteúdo de Bardin.

Resultados:Ao utilizarmos a história oral como fonte para a pesquisa, procuramos compreendê-la como um sistema metodológico, tanto para sua análise quanto para sua produção, considerando que o rigor é o mesmo apontado em outros campos da historiografia. A realização do registro da técnica história de vida se fez com um roteiro semiestruturado pré-definido, sendo que os registros dos depoimentos foram feitos em equipamentos digitais de imagem e som. Na sequência, realizaram-se as transcrições dos áudios. É importante ressaltar que durante a transcrição das entrevistas, focou-se no processamento de transpor a oralidade para a escrita de maneira rigorosa, respeitando a fala do entrevistado.

Conclusões:Foram realizadas atividades que envolveram os estudos teóricos e a coleta dos dados, mas não realizamos a efetivação da proposta de criar uma associação de moradores para os idosos, devido à falta de orçamento e participação dos idosos da ilha que se mostraram sossegadas, e não querem atividades para si, em todos os relatos, a preocupação está em realizar, arrumar, organizar atividades para os jovens não se envolverem em drogas, fato preocupante e constante na fala dos idosos entrevistados. Não foram realizadas as atividades previstas de: Apresentar os resultados a comunidade da Ilha das Peças, sugerindo e orientando a organização dos membros que comporão a associação de Idosos da Ilha das Peças. Acompanhamento da eleição. Formação técnica dos membros que compões a Associação.

Palavras-chave:Idosos. Direitos humanos. História de vida.

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador