Artigo

“ESTADO DA ARTE” DAS FERRAMENTAS COMPUTACIONAIS DE SUPORTE AO CITY INFORMATION MODELING

FRIGO, Michelli1; TRENTO, Alexandre Baioni2;

Resumo

Introdução:A dinâmica das cidades envolve constantes transformações de infraestrutura e de malha urbana, dificultando o controle e atualização de dados para operação dos órgãos de gestão e planejamento. Em função disso, os gestores urbanos vêm buscando nas Tecnologias da Informação (TI), sistemas capazes de captar, padronizar, espacializar e manipular simultaneamente volumes de informações urbanas. Uma das vertentes que lida com o massivo fluxo de dados parte da utilização de conceitos BIM (Building Information Modeling) para infraestrutura e de interfaces tridimensionais de aplicações GIS (Geographic Information System). Atualmente, dentre essas, os recursos computacionais GIS, vêm sendo utilizados como base instrumental para produção técnica, processos de gestão de informações físico/territoriais e tomadas de decisões de planejamento em um ambiente bidimensional. O BIM caracteriza-se pela capacidade de gerenciar informações ao nível de objetos e simular cenários, permitindo agregar dados a modelos tridimensionais paramétricos em todo o ciclo de vida de edificações. Diante disso, ensejando lidar com a complexidade urbana e suas respectivas bases de dados, emerge um novo conceito denominado CIM (City Information Modeling), que utiliza processos e modelos 3D paramétricos BIM somados ao GIS (georreferenciamento 2D), permitindo colaboração entre disciplinas de planejamento, que utilizam grande capacidade computacional. Entre as ferramentas que suportam conceitos CIM destacam-se os softwares GIS 3D, as ferramentas BIM para infraestrutura, além das destinadas a modelagem 3D baseadas em VPL (Visual Programming Language), em português, linguagem de programação visual, sendo necessário avaliar suas reais capacidades neste intento.

Objetivo:Determinar o “Estado da Arte” das ferramentas computacionais de suporte ao CIM.

Metodologia:Para alcançar tal objetivo, realizou-se pesquisa junto aos principais desenvolvedores nacionais e internacionais de softwares técnicos destinados à Arquitetura, Engenharia e áreas correlatas. A partir desta, tornou-se possível mapear as tipologias e softwares disponíveis capazes de suportar o conceito CIM no âmbito do planejamento urbano e regional. Para viabilizar a comparação entre ferramentas e suas diferentes funcionalidades identificadas que possibilitam a aplicação do conceito CIM quando usadas associadamente, optou-se pela criação de um quadro comparativo, estruturado em duas macro categorias, a primeira que envolve os elementos físico-territoriais e a segunda que concentra-se na capacidade de produção, gestão e comunicação de informações.

Resultados:Partindo da análise do quadro comparativo e suas subcategorias, verificou-se que os softwares voltados ao BIM para infraestrutura se aproximam mais do conceito CIM, todavia, não dispõem de recursos capazes de criar regras de uso e ocupação do solo, contrário ao GIS, faz uso desses recursos e são amplamente aplicados no planejamento urbano. Com relação aos softwares caracterizados como VPL, nota-se que se configuram essencialmente conceituais, pois, possuem limitações no que diz respeito à conhecimento técnico e não permitem a colaboração entre os envolvidos.

Conclusões:As ferramentas pesquisadas, embora apresentem propostas e finalidades diferentes entre si, quando associadas suas funcionalidades, permitem afirmar que o conceito CIM é passível de ser implementado, necessitando, no entanto, constante aprimoramento de padrões e da interoperabilidade entre extensões de arquivo dos diferentes desenvolvedores.

Palavras-chave:Gestão urbana. BIM (Building Information Modeling). GIS (Geographic Information System). CIM (City Information Modeling).

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador