Artigo

INTERCULTURALIDADE NO CURRÍCULO DA FORMAÇÃO DE PROFESSORES

SIMAO, Lais Rolim1; EYNG, Ana Maria2;

Resumo

Introdução:O projeto tem como foco a educação em direitos humanos, considerando as implicações das políticas públicas para um currículo da formação de professores caracterizado pelo diálogo intercultural. O estudo busca elementos para esboçar possibilidades e limites de diálogo intercultural no currículo como alternativa axiológica e ética para a efetivação da educação em direitos humanos, a partir de percepções juvenis e de concepções que subsidiam políticas públicas e documentos institucionais de cursos de licenciatura.

Objetivo:Identificar possibilidades de relação dialógica entre as políticas educacionais, as percepções juvenis e concepções adotadas nos projetos pedagógicos sobre direitos humanos, como subsídios de um currículo intercultural na formação de Professores.

Metodologia:Para viabilizar tal intento, o desenvolvimento do projeto integrou atividades de pesquisa em documentos de Políticas Educacionais e Projetos Pedagógicos de Curso com a análise de percepções juvenis. No estudo documental as categorias de análise foram: direitos humanos, currículo escolar e Interculturalidade. A pesquisa foi desenvolvida em quatro fases, na primeira - estado do conhecimento, abrangendo pesquisa de produções científicas, artigos, teses e dissertações que tratam o tema; a segunda fase consistiu em construir o marco teórico sobre Direitos Humanos e currículo escolar, na terceira fase – pesquisa documental, analisando três Projetos Pedagógicos de Curso (PPCs), e por fim na quarta e última fase de produção e divulgação de conhecimento científico foi elaborado os relatórios.

Resultados:As políticas analisadas afirmam que a educação é um direito fundamental do indivíduo e base para o acesso a outros direitos, sendo necessário permear a educação em direitos humanos. A concepção de Direitos Humanos está presente nos três PPCs analisados, sendo um componente curricular obrigatório dos cursos destinados a formação de professores. A palavra “interculturalidade” não foi encontrada nos documentos de análise, por essa razão o termo “diversidade” precisou ser incluído na pesquisa, sendo encontrado nos três PPCs. As atividades de pesquisa permitem constatar que em conformidade com as atuais políticas educacionais o professor assume características de pesquisador, orientador, mobilizador, capaz de possibilitar que os educandos desenvolvam as habilidades de reflexão sobre os saberes, pautados em uma educação democrática, e emancipadora. Nessa perspectiva, o aluno tem espaço para se expressar, sendo liberdade de expressão uma das percepções de direitos humanos na escola, mais valorizadas pelos estudantes, que almejam interagir e atuar no espaço da escola, independentemente da sua raça, etnia, gênero ou cultura, sexualidade etc.

Conclusões:É a partir do diálogo intercultural que ocorre a possibilidade de compreensão, valorização e o respeito da diversidade de raça, gênero, etnia, sexualidade, religião e etc. E, como implicação a promoção e garantia da dignidade humana. Portanto, concluiu-se que o diálogo intercultural, ou seja, a relação entre diferentes culturas não apenas é importante, como também viável na constituição do currículo da formação de professores. Entretanto, essa não é tarefa simples pois, implica em romper com estereótipos e preconceitos, concepções e tradições enraizadas na educação brasileira.

Palavras-chave:Educação em direitos humanos. Currículo. Interculturalidade. Formação de professores.

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador