Artigo

RELAÇÃO DOS ÍNDICES DE FIBRINOGÊNIO E CONTAGEM DE LEUCÓCITOS: AUXÍLIO NO DIAGNÓSTICO DE CÃES ATENDIDOS NA PUCPR-CAMPUS TOLEDO, PR

HILLESHEIN, Ingridt Drescher1; SILVEIRA, Solimar Dutra Da3; MARTINS, Claudia3; MEIRELLES, Andrea Christina Ferreira2;

Resumo

Introdução:Na medicina veterinária, o leucograma e a dosagem de fibrinogênio plasmático, são os mais utilizados para determinar uma reação inflamatória, mas tem baixa precisão para diferenciar as causas da inflamação.

Objetivo:O presente estudo teve como objetivo avaliar a importância da determinação do fibrinogênio na identificação de processos inflamatórios de cães levando-se em consideração o perfil leucocitário (normal, e diferentes tipos de leucocitose: fisiológica, por estresse e inflamatória).

Metodologia:Realizou-se um estudo retrospectivo de em 60 prontuários de cães de diferentes raças e sexo atendidos no período de agosto de 2016 à julho de 2017 no laboratório clínico da Clínica Veterinária universitária da PUCPR em Toledo, PR. No laboratório a contagem total de leucócitos é realizado na rotina com o analisador hematológico automático, sendo a contagem diferencial realizada em esfregaços sanguíneos frescos corados com panótico rápido. A concentração de fibrinogênio é determinada pelo clássico método de precipitação pelo calor, utilizando-se refratômetro clínico previamente calibrado. Os resultados foram classificados em quatro grupos, baseando- se com os resultados obtidos e os valores de normalidade considerados por Jain (1993a): 1 Leucograma normal: leucometria total normal sem neutrofilia e desvio à esquerda; 2 Leucograma fisiológico: neutrofilia sem desvio à esquerda; ausência de eosinopenia e linfopenia; 3 Leucograma por estresse: neutrofilia sem desvio à esquerda, linfopenia e/ou eosinopenia e/ou monocitose; 4 Leucograma inflamatório: presença de desvio à esquerda e outras alterações. Dentro de cada um dos quatro grupos leucocitários determinou-se a frequência de animais com hiperfibrinogenemia e com taxa normal de fibrinogênio. Para todos os grupos estimou-se a frequência de animais com relação PPT:F menor do que 10; 10-15 e maior do 15.

Resultados:Neste estudo, a maioria dos cães com leucograma considerado normal, leucocitose fisiológica ou por estresse apresentaram fibrinogênio normal e PPT:F maior que 10. Já dentre os animais com leucograma inflamatório e hiperfibrinogenemia, a maioria revelou uma relação PPT:F <10 (66,6%) ou entre 10 e 15 (33,4%).

Conclusões:Por ser um exame de rotina simples, de baixo custo e considerando os dados obtidos conclui-se que a determinação do fibrinogênio plasmático pode ser uma boa ferramenta quando utilizado no diagnóstico de processos inflamatórios iniciais em cães, sendo que neste período as alterações leucocitárias podem ainda não estar presentes.

Palavras-chave:Proteínas de fase-aguda. Proteínas plasmáticas. Leucograma. Inflamação.

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador
    3. Colaborador