Artigo

A RELAÇÃO ENTRE METABOLISMO IDENTIDADE E LIBERDADE NA FILOSOFIA DE HANS JONAS

XAVIER, Bruno Henrique do Rosario1; SGANZERLA, Anor2;

Resumo

Introdução:O tema central desse trabalho é a filosofia do organismo de Jonas. A pesquisa busca compreender as condições necessárias que seja possível a existência de liberdade nos seres orgânicos, segundo a teoria do filósofo alemão Hans Jonas.

Objetivo:Analisar a liberdade nos primeiros níveis de vida do ser, ou seja, dos organismos dotados de capacidade metabólica.

Metodologia:Analítica. Anaesultados: A liberdade, segundo Jonas, já pode ser encontrada nos primeiros estágios de vida, ainda que de modo diferente da liberdade humana. Partindo do darwinismo, Jonas compreende que os estágios de liberdade vão se construindo de liberdade inferior à liberdade superior, camada sobre camada, em um sentido de evolução. Ao se analisar o conceito de liberdade na filosofia do organismo, é necessário que se compreenda em que medida ele está ligado ao conceito de metabolismo, identidade e interioridade. O metabolismo é o elemento pelo qual o ser se distingue da mera materialidade sem objetivo, ao mesmo tempo que abre a possiblidade para a existência da subjetividade na matéria, colocando o ser orgânico na polarização entre o si mesmo e o mundo. A vida é configurada por um sistema aberto devido à sua característica peculiar de necessidade de nutrição, em que o ser orgânico troca matéria com o meio, tornando-se com isso materialmente diferente de si a cada corte temporal. A identidade do organismo é o que permite a separação dele com o restante do mundo, de modo que é a partir dela que podemos falar de uma unidade na pluralidade. Considerações finais: A dimensão teleológica do orgânico introduz a intencionalidade nas reações químicas do metabolismo, pelo qual o ser busca manter sua existência através da transitoriedade da matéria, na qual, ao buscar nutrir-se, o organismo transcende de modo temporal e espacial. Temporal no sentido de estender-se para um mais-além do tempo agora, constituindo assim o tempo biológico. A transcendência espacial se dá justamente com o “possuir” o “mundo” do ser orgânico, denominado espaço biológico. No entanto, a história de transcendência não constitui apenas êxito, pois ela é marcada pela morte que é uma ameaça para o ser orgânico continuamente. Para manter seu ser, a vida precisa realizar seu fazer, porém, esse ser significa exatamente o seu próprio fazer. Aqui é exposto o caráter precário da liberdade, dado que na medida em que o orgânico escolhe a vida, ele precisa, necessariamente, o fazer, pois deixar de fazer significa morrer. Liberdade e necessidade existem em conjunto para a manutenção da vida.

Resultados:

Conclusões:A dimensão teleológica do orgânico introduz a intencionalidade nas reações químicas do metabolismo, pelo qual o ser busca manter sua existência através da transitoriedade da matéria, na qual, ao buscar nutrir-se, o organismo transcende de modo temporal e espacial. Temporal no sentido de estender-se para um mais-além do tempo agora, constituindo assim o tempo biológico. A transcendência espacial se dá justamente com o “possuir” o “mundo” do ser orgânico, denominado espaço biológico. No entanto, a história de transcendência não constitui apenas êxito, pois ela é marcada pela morte que é uma ameaça para o ser orgânico continuamente. Para manter seu ser, a vida precisa realizar seu fazer, porém, esse ser significa exatamente o seu próprio fazer. Aqui é exposto o caráter precário da liberdade, dado que na medida em que o orgânico escolhe a vida, ele precisa, necessariamente, o fazer, pois deixar de fazer significa morrer. Liberdade e necessidade existem em conjunto para a manutenção da vida.

Palavras-chave:Hans Jonas. Vida. Liberdade. Organismo. Metabolismo.

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador