Artigo

BIOPOLÍMERO NATURAL PARA CICATRIZAÇÃO ACELERADA DE FERIDAS CRÔNICAS

ANTONIO, Maria Eduarda Moreschi1; LEDUR, Duaila3; FERNANDES, Beatriz Luci2;

Resumo

Introdução:A pele é o maior órgão do corpo humano com a principal função de proteger o organismo contra agentes externos. Lesões na pele cujas cicatrizações são dificultadas por doenças como diabetes e insuficiências vasculares são chamadas de feridas crônicas. Feridas crônicas interferem na vida social e financeira do paciente sendo, portanto, necessária a busca por tratamentos que acelerem a cicatrização e restituam a qualidade de vida das pessoas acometidas. A membrana de fibrina autóloga, extraída do sangue centrifugado, secreta fatores de crescimento e citocinas que aceleram a proliferação celular, a síntese de colágeno e a angiogênese acelerando, portanto, a cicatrização.

Objetivo:Verificar, com ensaio piloto, a capacidade de aceleração da cicatrização de feridas crônicas por meio da aplicação de membranas de fibrina autólogas.

Metodologia:Depois do projeto ter sido aprovado pelo CEP-PUCPR, dois participantes foram convidados e, depois de assinado o TCLE, para cada seção de tratamento, foi realizada a coleta de 80 ml de sangue por meio de punção venosa. Para a fabricação das membranas de fibrina autólogas, o sangue nos tubos foi centrifugado em 2700 rpm, durante 12 min., as membranas formadas foram retiradas dos tubos com o auxílio de uma pinça e posicionadas sobre uma placa metálica com orifícios para a retirada do exsudado. As feridas foram limpas com solução aquosa de polihexanida, os tecidos comprometidos foram retirados e foram avaliadas quanto à sua coloração e ao seu odor. As membranas foram cuidadosamente posicionadas sobre as feridas, regadas com o seu exsudado e cobertas com membrana celulósica porosa (Membracel). O procedimento foi repetido por 6 vezes (uma vez por semana).

Resultados:Os aspectos das feridas depois das 6 semanas de aplicação confirmaram as propriedades regenerativas da membrana de fibrina autóloga. Pequenos sangramentos observados na lesão de um dos participantes sugerem ter ocorrido angiogênese e a proximidade das bordas da ferida onde as membranas foram posicionadas mostram o processo de cicatrização em progresso. Nas feridas de ambos os participantes, as membranas de fibrina ocasionaram redução do mau cheiro, do dor, do inchaço e da secreção amarela-esverdeada, sintomas que indicam quadros de infecção.

Conclusões:Os resultados da aplicação das membranas de fibrina autólogas nas feridas crônicas de dois participantes mostraram que as mesmas são: fáceis de serem fabricadas, abundantes, de baixo custo e induzem a revascularização do tecido acelerando a cicatrização, o que acarreta na diminuição do tempo de afastamento do paciente das atividades sociais e no aumento da sua qualidade de vida.

Palavras-chave:Membrana de fibrina. PRF. Feridas crônicas.

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador
    3. Colaborador