Artigo

FILOSOFIA E MISTICA EM WITTGENSTEIN

OLIVEIRA, Matheus Manholer De1; VALLE, Bortolo2;

Resumo

Introdução:Ludwig Wittgenstein centrou suas reflexões filosóficas acerca do universo da linguagem. Para ele, a filosofia deve ser uma atividade de clarificação da linguagem, pois muitos dos seus problemas decorrem de sua má interpretação. Na obra Tractatus Logico-Philosophicus, ele realiza uma distinção entre aquilo que pode ser dito – de maneira clara – e o que não se pode falar, pois transcende a linguagem, a qual ele determina como sendo a ética, a estética e a religião.

Objetivo:O intuito deste trabalho é analisar a correspondência da linguagem com o mundo, a qual ele denomina como isomorfismo. A partir disso, exploramos a relação da lógica com o conceito de “místico”, visando compreender os limites da linguagem e o convite ao silêncio, proposto no último aforismo da obra. Ademais, buscamos identificar o papel da filosofia, ou seja, como aquela faz uma mediação entre o dizer e o mostrar.

Metodologia:Nosso trabalho, centrou suas reflexões apenas no Tractatus, com o auxílio de alguns comentadores.

Resultados:Outrossim, Wittgenstein concebe a linguagem como “espelho do mundo”, pois ambos têm a mesma estrutura lógica. A filosofia é definida como a crítica da linguagem, ou seja, sua atividade consiste em definir aquilo que é dizível e aquilo que não se pode dizer, devendo-se calar. O místico tractatiano, diferentemente do cristão, é visto como aquilo que ultrapassa os limites da linguagem, isto é, o que não pode ser analisado logicamente como verdadeiro ou falso.

Conclusões:O filósofo austríaco, nota que muitos dos problemas filosóficos localizam-se na esfera do absurdo. Todavia, Wittgenstein não despreza a metafísica como alguns filósofos interpretaram, mas sim a elevou afirmando que as questões filosóficas não devem se centrar nessa área. Em outras palavras, ele convida toda a filosofia ao silêncio.

Palavras-chave:Linguagem. Mística. Tractatus. Wittgenstein.

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador