Artigo

AVALIAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO DE POTROS NASCIDOS DE MULAS (EQUUS MULUS) COMO RECEPTORAS DE EMBRIÃO EQUINO

MIQUELETTO, Marcela Maira1; MACAN, Rodrigo Chaves3; MENEGHINI, Camila3; CARDOZO, Daniela Portela3; CARDOSO, Nathalia Gonçalves Hesketh3; CAMARGO, Karina Vieira3; SCHULZ, Mateus3; CAMARGO, Carlos Eduardo2;

Resumo

Introdução:Na técnica de transferências de embriões se relata que a escolha das receptoras assim como o manejo das mesmas são fatores determinantes para obter o sucesso. Com o mercado aquecido desta categoria animal surgem as mulas como opção. A partir da revisão de literatura, se observa que são pouquíssimos os trabalhos utilizando mulas como receptoras de embrião e não foi encontrada na mesma, artigos sobre o desenvolvimento de potros oriundos desta categoria animal. Logo, este projeto é inovador e consiste em avaliar a influência das mulas, que são animais híbridos e inférteis, no crescimento dos potros gestados e nascidos por ela comparativamente à potros de receptoras éguas.

Objetivo:O objetivo desse projeto será comparar as medidas de altura e peso de potros oriundos de receptoras mulas e receptoras éguas observando se os potros de mulas apresentam alguma interferência no crescimento e ganho de peso em comparação aos potros de éguas.

Metodologia:O experimento foi conduzido no período de agosto de 2016 a julho de 2017. O projeto foi aceito e regularizado de acordo com o Comissão de Ética no Uso de Animais CEUA - Pontifícia Universidade Católica do Paraná - PUCPR, sob o número de registro 01065D/2016 – 1º versão. Semanalmente foram efetuadas as coletas de dados, através da mensuração da altura e ganho de peso de 5 potros nascidos de éguas e 4 potros nascidos de mulas, com início logo ao nascimento e término na 14º semana de vida. E então os resultados obtidos foram tabulados e avaliados e ainda posteriormente analisados segundo preceitos estatísticos.

Resultados:Na comparação, pode ser observado que ao nascimento os potros de mulas apresentaram-se cerca de 4,65% mais leves que os potros de éguas, chegando ao primeiro mês com um desnível de 12,16% e posteriormente baixando este valor ao final das 14 semanas avaliadas com diferença de 1,16%. Já a altura ao nascimento os potros de mulas foram 6,89% menores que os de éguas, terminando as 14 semanas com 1,46% de disparidade.

Conclusões:Portanto, como conclusão desse estudo, podemos afirmar que as mulas são tão eficientes quanto às éguas ao receber e gestar embriões, e uma sucinta interferência no tamanho dos potros das mulas ocorreu unicamente pelo tamanho que tais possuem. Porém essa intervenção não tem grandes efeitos duradouros no desenvolvimento dos potros, e de maneira alguma afetam negativamente na condição saúde e nutrição dos potros paridos.

Palavras-chave:"Gestação.Crescimento. Potros. Éguas. Mulas. "

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador
    3. Colaborador