Artigo

JUVENTUDE, DESIGUALDADE E DIREITOS HUMANOS: COMO AS JOVENS DA PERIFERIA AVALIAM AS NOÇÕES DE TRABALHO, VIOLÊNCIA E FORMAÇÃO ESCOLAR

RODRIGUES, Maria Carolina Ribeiro1; LIMA, Cezar Bueno De2;

Resumo

Introdução:O atual contexto social de transformações econômicas, políticas e culturais instantâneas em uma sociedade marcada pela globalização, torna cada vez mais conflituoso a criação, aplicação e manutenção de políticas públicas voltadas à juventude, especialmente à juventude periférica. Segundo SOUZA (2009), existe uma farsa criada pelo liberalismo economicista onde se constrói uma falsa oposição entre o mercado e o Estado; essa oposição eterniza os privilégios econômicos de uma minoria e acaba por ocultar os conflitos que realmente causam sofrimento e invisibilidade a milhões de brasileiros e brasileiras, incitando que o grande problema social brasileiro seria a corrupção (atribuída ao Estado); essa concepção é estruturada na ideia de que mesmo aqueles que estão às margens da sociedade, possuem as mesmas oportunidades e capacidades que os indivíduos pertencentes a classe média

Objetivo:A busca aqui, é refletir através desta hipótese que, a sociedade brasileira, elitizada e cada vez mais influenciada pela força do neoliberalismo, é pautada, desde suas raízes, pelo o mito da meritocracia escolar. Tratando-se da educação, o mesmo é atribuído. As políticas públicas criadas para atender o anseio da educação no Brasil se tornam nada mais que uma concretização dos privilégios daqueles que sempre estiveram no topo.

Metodologia:O método aqui utilizado foi a pesquisa bibliográfica e teórica, a observação participante, além de realizar análises através dos índices disponibilizados pelo governo municipal, estadual e federal.

Resultados:No que se trata da população feminina jovem e periférica (no qual está voltado o foco desta pesquisa), a escalada para a conquista de uma educação acessível, de qualidade e que valorize as suas necessidades, é duplamente mais árdua.

Conclusões:A análise e compreensão das dificuldades da juventude pobre e em situação de vulnerabilidade social acessar e permanecer na escola mostra, no caso das jovens estudantes, dificuldades ainda maiores devido a permanência de padrões de sociabilidade patriarcal, o exercício da dupla jornada/casa e trabalho, situação de gravidez precoce, além dos afazeres escolares. Tais dificuldades, que resultam no grave problema da evasão escolar, demandam a criação, participação das estudantes e acompanhamento democrático de políticas públicas específicas dirigidas às jovens estudantes do ensino médio nas escolas públicas, como forma de solução e/ou mitigação dos problemas enfrentados.

Palavras-chave:Jovens estudantes. Evasão escolar. Políticas públicas. Direitos.

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador