Artigo

JUVENTUDE DESIGUALDADE E DIREITOS HUMANOS: COMO OS JOVENS DA PERIFERIA AVALIAM AS NOÇÕES DE TRABALHO VIOLÊNCIA E FORMAÇÃO ESCOLAR

BLACZYK, Gustavo Baldon1; LIMA, Cezar Bueno De2;

Resumo

Introdução:Quando se trata de políticas públicas com um cunho educacional e se entrelaçando com as perspectivas de uma juventude marginalizada em conflito com a lei, se afunila um escopo de análise. Sendo a comunidade Vila Torres, em Curitiba, o espaço da pesquisa, torna-se claro que medidas como o EJA, Projovem, Prouni e Menor aprendiz representam uma estratégia de fuga de uma realidade de violência e criminalidade. Assim, esses adolescentes correspondem a um grupo que permeia entre o desconhecimento e a rejeição aos direitos humanos.

Objetivo:O propósito da pesquisa foi verificar se essas políticas sociais funcionam de modo a permitir o acesso e permanência dos jovens estudantes do ensino médio junto às escolas públicas estaduais incluindo, quando fosse o caso, a apresentação de mecanismos pacíficos de solução dos conflitos e promoção dos direitos humanos no espaço escolar.

Metodologia:Dessa maneira, a forma de realização da pesquisa deu-se mediante a adoção de pesquisa bibliográfica e utilização do método de estudo de caso, por entender que a escolha de um objeto específico de estudo, Colégio Estadual Manuel Ribas/Vila Torres – Curitiba/PR, pode ser melhor compreendido para fins de análise e propostas empíricas de solução de conflitos atinentes à defesa e promoção dos direitos humanos juvenis.

Resultados:Sendo assim, as observações foram feitas debruçando-se sobre os casos de programas socioeducativos que se mostraram generalizados e presos à adoção de medidas universalistas, muitas vezes distantes da realidade econômica local, social e cultural do adolescente em cumprimento de medida socioeducativa em meio aberto. Outro ponto a ser desacatado refere-se às dificuldades de permanência dos estudantes na escola, principalmente quando se observa que a evasão escolar não ocorre apenas nas séries do ensino médio, mas com mais frequência no segundo estágio do Ensino fundamental, tanto para o ensino regular como também para o EJA.

Conclusões:Por fim, os resultados demonstram que essas políticas educacionais devem conter ajustes específicos a determinadas realidades, assim como provocar entusiasmo dos docentes e discentes e também proporcionar um sentimento de responsabilidade no processo educativo, atingindo, logo, uma autonomia.

Palavras-chave:Juventude. Evasão escolar. Mediação de conflitos. Direitos Humanos.

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador