Artigo

DOSAGEM SÉRICA DE PROGESTERONA DE VACAS COM OVULAÇÃO SINCRONIZADA

COVATTI, Marcos Felipe1; COVATI, Marcos Felipe3; TOMAZ, Carlos Eduardo3; KOZICKI, Luiz Ernandes3; MEIRELLES, Ciro2;

Resumo

Introdução:A inseminação artificial em tempo fixo (IATF) tem sido foco de estudo de muitos grupos de pesquisa, porém, apesar dos avanços nos resultados de concepção, estes não ultrapassam normalmente uma faixa média de 50 a 60%. De acordo com Sá Filho et al. (2014), com a associação da ultrassonografia no diagnóstico precoce de gestação é possível iniciar a ressincronização nos animais não gestantes em menor tempo. Acredita-se que a avaliação da morfometria ultrassonográfica do corpo lúteo gestante associada à dosagem sérica de progesterona.

Objetivo:O objetivo é analisar os níveis séricos de progesterona de animais submetidos à protocolos de IATF, no dia 21 após a inseminação artificial, pelo método de quimioluminescência, e comparar os resultados entre animais identificados como gestantes ou não gestantes no dia 28 após a inseminação artificial. Será verificada a correlação entre os níveis séricos de progesterona no dia 21 após a IATF e o volume do corpo lúteo no grupo de vacas gestantes e não gestantes.

Metodologia:Foi utilizado o aparelho de “ultrassom veterinário DP 4400 da marca Mindray®”, adotando o método de escaneamento com transdutor linear no modo-B (7,5 MHz). Foram usadas vacas (Nelore x Red Angus) com escore variando de 2,75 a 4,0. Foi feito um protocolo de inseminação artificial em tempo fixo (IATF) utilizando para tanto o seguinte manejo: No dia D-10: Identificação da fêmea; avaliação ultrassonográfica ginecológica; classificação da condição corporal; implante de medroxiprogesterona intravaginal; administração de 2 mg de benzoato de estradiol. No dia D-2: Administração de 0,15 mg de D-Cloprostenol; retirada do implante intravaginal de medroxiprogesterona; administração de 200 UI de gonadotrofina coriônica equina. No dia D-1: Administração de 2 mg de benzoato de estradiol. No dia 0: Inseminação artificial de todas as fêmeas. No dia 21: classificação do volume, conformação do corpo lúteo e análise sérica de progesterona por quimioluminescência. No dia 28: Diagnóstico de gestação.

Resultados:Houve diferença significativa ao teste T de Student (p<0,0001) na concentração sérica média de progesterona (ng/ml), no dia 21 após inseminação artificial, entre o grupo de vacas gestantes e não gestantes. Não houve uma faixa de variação exclusiva para fêmeas gestantes ou não gestantes. A amplitude dos níveis séricos de progesterona no grupo de vacas identificadas no dia 28 após inseminação artificial como gestantes foi de 0,3 a 14,4 ng/ml; no grupo de vacas não gestantes foi de 0,1 a 14,1 ng/ml. Houve uma correlação linear positiva significativa (p=0,0002), porém, o valor r de apenas 0,56 indica uma fraca relação entre as variáveis.

Conclusões:O uso exclusivo dos níveis de progesterona, para diagnóstico precoce de gestação, apresenta baixa eficiência.

Palavras-chave:Quimioluminescência. Progesterona. Corpo lúteo.

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador
    3. Colaborador