Artigo

ESTUDO ANATÔMICO TOPOGRÁFICO DOS RAMOS MAXILAR E MANDIBULAR DO NERVO TRIGÊMEO DE BUGIOS RUIVOS (ALOUATTA GUARIBA CLAMITANS)

BARBOSA, Carolina Konkel1; PIMPAO, Claudia Turra2;

Resumo

Introdução:A ordem Primata tem-se constituído em um importante grupo, principalmente devido as diversas características compartilhadas com esse grupo de mamíferos que, fizeram com que estudos envolvendo a primatologia aumentassem crescentemente nos últimos anos. Porém, estes estudos descritivos se restringiram aos primatas do velho mundo, os do novo mundo, como os do gênero Alouatta, não foram detalhadamente descritos. Em decorrência da variabilidade de tamanho e peso dentro da Ordem Primata, ocorre uma maior dificuldade na escolha da anestesia, via de administração e a dose da solução anestésica adequada para os procedimentos clínicos e cirúrgicos odontológicos desses animais.

Objetivo:O presente estudo teve por objetivo desenvolver o conhecimento anatômico dos ramos mandibular e maxilar do nervo trigêmeo de bugios ruivos (Alouatta guariba clamitans) para a realização de procedimentos anestésicos odontológicos com segurança.

Metodologia:Foram evidenciados por meio de técnicas anatômicas os ramos maxilar e mandibular do nervo trigêmeo de oito Bugios-Ruivos, machos e fêmeas adultos doados ao Laboratório de Anatomia e de Histologia Veterinária da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (LAHV/PUCPR) pelo Centro de Pesquisas Biológicas de Indaial – SC (CEPESBI). As inervações receberam as mesmas designações descritas em literatura para humanos e primatas não humanos.

Resultados:Pode-se observar similaridades e diferenças anatômicas quando comparado a humanos, bem como a diferentes espécies de primatas não humanos, sendo estas particularidades fundamentais ao desenvolvimento de procedimentos clínicos e/ou cirúrgicos. O gânglio trigeminal, em bugios ruivos, surge pela face lateral da ponte no encéfalo e localiza-se sobre o ápice da porção petrosa do osso temporal na fossa média, medialmente a articulação temporomandibular (ATM). Seus prolongamentos formam distalmente os três ramos do trigêmeo: o ramo oftálmico (V1), ramo maxilar (V2) e mandibular (V3).

Conclusões:O conhecimento das diferenças da configuração anatômica dos ramos maxilar e mandibular do nervo trigêmeo na espécie Alouatta guriba clamitans, bem como suas diferenças quando comparado às mesmas estruturas em humanos e/ou outras espécies de primatas não humanos, irá permitir a realização de procedimentos anestésicos, clínicos e/ou cirúrgicos com eficácia.

Palavras-chave:Neuroanatomia. Primatas. Odontologia. Nervos.

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador