Artigo

LEVANTAMENTO DOS DIAGNÓSTICOS DE LESÕES DE BAIXO GRAU (LSIL - LOW-GRADE SQUAMOUS INTRAEPITHELIAL LESION) E LESÕES DE ALTO GRAU (HSIL - HIGH-GRADE SQUAMOUS INTRAEPITHELIAL LESION) EM MULHERES NAS DIFER

CALEFFI, Mariana Cortes1; SILVA, Lícia Inazawa Da3; RUSSO, Cristiano Teodoro2;

Resumo

Introdução:A infecção pelo vírus HPV (Papilomavírus humano) está entre as três principais doenças sexualmente transmissíveis no mundo, sendo fator determinante, apesar de não único, para o desenvolvimento do câncer de colo do útero, o qual constitui grave problema de saúde pública, principalmente em países em desenvolvimento, como o Brasil.

Objetivo:Esse trabalho objetiva verificar os novos casos de lesões do colo do útero, de baixo grau (LSIL) e alto grau (HSIL), em mulheres infectadas pelo HPV, nas diferentes faixas etárias de rastreio primário (25 a 64 anos) preconizada pelo Ministério da Saúde (MS), durante o ano de 2016.

Metodologia:foram selecionadas 48 pacientes atendidas durante o ano de 2016 pelo Consórcio Intermunicipal de Saúde do Médio Paranapanema (Cismepar), que realizaram o exame Papanicolaou. Foram excluídas as pacientes que estavam fora da faixa etária de rastreio primário preconizada pelo Ministério da Saúde ou que não tinham a data e/ou idade do diagnóstico constadas em seus prontuários, tendo restado, então, 46 pacientes incluídas no estudo. Em seguida, estratificaram-se as pacientes nas seguintes faixas etárias: 25 a 29, 30 a 39, 40 a 49, 50 a 59 e 60 a 64 anos. Por fim, foi feita uma análise epidemiológica dos resultados.

Resultados:Notou-se uma alta incidência de diagnósticos classificados como ASC-H/ASCUS (32,6%), classificação sugestiva de resultado indeterminado, resultado este que não exclui ausência de lesão, tão pouco, presença de lesões pré-malignas, inclusive de alto grau. Esse cenário de diagnóstico incerto torna necessária a realização de biópsia do colo do útero para elucidação clínica do caso, de forma que não se percam os diagnósticos de lesões iniciais, antes da evolução neoplásica maligna e diagnóstico tardio, quando se impõe terapêutica custosa e debilitante para a paciente.

Conclusões:Assim, pode-se observar um grande número de casos indeterminados e negativos no exame de citologia oncótica (papanicolaou convencional) que levaram a realização de biópsia e posterior exame anátomo-patológico para confirmação de hipótese diagnóstica. O resultado do exame anátomo-patológico contrapôs o citológico resultando no incremento da taxa de diagnóstico de lesões pré-malignas nos casos indicados, neste serviço secundário de saúde, em Londrina, PR.

Palavras-chave:Lesão de alto grau. Lesão de baixo grau. HPV. Incidência por faixa etária. Rastreamento do câncer do colo do útero.

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador
    3. Colaborador