Artigo

LEVANTAMENTO DO GENÓTIPO VIRAL DO HIV-1 EM AMOSTRAS GENOTIPADAS DE PACIENTES ATENDIDOS NO CENTRO DE REFERÊNCIA DR. BRUNO PIANCASTELLI FILHO DO MUNICÍPIO DE LONDRINA ENTRE OS ANOS DE 2014 A 2016 E ANÁLISE DE POSSÍVEIS CÓDONS DE RESISTÊNCIA A ANTIRRETROVIR

MATOSINHOS, Isabela Pavanelli1; CARVALHO, Vitória Gurgel De3; RUSSO, Cristiano Teodoro2;

Resumo

Introdução:A pandemia de AIDS permanece vigente e os esforços mundiais crescem para reduzir o número de novas infecções anuais pelo HIV. Os desdobramentos da AIDS: evolução e acompanhamento clínico do paciente, resposta ao tratamento e a possível cura, estão atrelados ao reconhecimento da variabilidade genética do HIV-1 e às possíveis mutações de códons de resistência aos anti-retrovirais administrados.

Objetivo:observar e analisar a ocorrência de códons de resistência aos anti-retrovirais utilizados no tratamento da AIDS. Identificar quais mutações de resistência aos anti-retrovirais são mais comuns bem como qual subtipo viral é mais ocorrente na população estudada.

Metodologia:Foram analisados 79 prontuários correspondentes aos exames de genotipagem realizados entre os anos de de 2014 a 2016 de pacientes atendidos no Centro de Referência Dr. Bruno Piancastelli Filho, da Secretaria de Saúde do Município de Londrina, Pr. A genotipagem dos pacientes foi realizada em laboratório de referência externo pelo método Trugene HIV1 (siemens diagnostic, USA).

Resultados:Dentre os subtipos observados, o subtipo B (29,11%) destaca-se como o mais prevalente. Em seguida, aparecem os subtipos: C (10,13%) e F1 (3,80%). Ainda, observou-se, que em 56,96% das amostras o subtipo do HIV-1 não foi identificado. Quanto às mutações de resistência aos anti-retrovirais, dentre as mutações associadas à transcriptase reversa, a mutação 200A foi a mais frequente, aparecendo em 25,33% das amostras analisadas. Dentre as mutações associadas aos ITRN, a mutação 184V foi a mais frequente com 46,66%; dentre as mutações associadas aos ITRNN a mutação 103N foi a mais frequente com 29,33%. A mutação 36I (56,96%) foi a mais frequente entre as relacionadas aos inibidores de Protease e, associada aos polimorfismos da protease, a mutação 57K (18,92%) destacou-se entre as demais.

Conclusões:Nosso estudo identificou quais códons de resistência aos TARV são mais comuns entre as amostras analisadas: 200A, 184V, 103N, 36I e 57K, o que poderá auxiliar na elaboração de novos esquemas terapêuticos, podendo evitar ou diminuir a ocorrência de falha os tratamentos em vigência. Ainda, observamos que o subtipo B foi mais prevalente, demonstrando uma possível distribuição genotípica contrária ao já demonstrado anteriormente que tem o subtipo C como mais prevalente.

Palavras-chave:HIV. AIDS. Antirretrovirais. Resistência. Genotipagem.

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador
    3. Colaborador