Artigo

AVALIAÇÃO DA PRÁTICA DA AUTOMEDICAÇÃO ENTRE ESTUDANTES DOS CURSOS DE GRADUAÇÃO EM FISIOTERAPIA E TECNOLOGIA EM GASTRONOMIA DE UMA UNIVERSIDADE PRIVADA DO SUL DO BRASIL

TOALDO, Fernanda1; BORDIN, Cynthia Franca Wolanski2;

Resumo

Introdução:A Organização Mundial da Saúde define automedicação como a utilização de medicamentos por conta própria ou por indicação de pessoas não habilitadas, para tratamento de doenças cujos sintomas são “percebidos” pelo usuário, sem a avaliação prévia de um profissional de saúde. É uma prática comum no Brasil, e consiste em uma forma de autocuidado, na qual o usuário utiliza medicamentos sem prescrição profissional. Diante deste contexto, destaca-se a importância da atualização das informações referentes à prática da automedicação. Estes dados são relevantes para a implementação de campanhas de esclarecimento direcionadas à prática consciente pela população, minimizando riscos para a saúde no âmbito individual e coletivo.

Objetivo:Avaliar a prática da automedicação entre os estudantes dos cursos de graduação em Fisioterapia e Tecnologia em Gastronomia de uma Universidade privada do sul do Brasil.

Metodologia:Após revisão bibliográfica, foi elaborado um questionário, contendo vinte questões referentes a automedicação. Este questionário foi aplicado a estudantes dos cursos de Tecnologia em Gastronomia e Fisioterapia. Os dados obtidos foram tabulados e submetidos a análise estatística descritiva.

Resultados:Verificou-se que 51 de um total de 88 estudantes do curso de Fisioterapia afirmaram recorrer a automedicação. Em relação à duração do tratamento dos entrevistados, quando se automedicaram, a soma da porcentagem de indivíduos que usaram somente 1 dose, até 7 dias foi de 88,6%. 51,1% afirmou nunca ter se automedicado em uso concomitante de outros medicamentos prescritos, 6,8% afirmou ser raramente, 9,1% às vezes, 4,5% frequentemente e 18,2% afirmou sempre se automedicar concomitantemente com outros medicamentos prescritos. No curso de Tecnologia em Gastronomia, do total de 55 estudantes entrevistados, 32 admitiram fazer o uso de medicamentos sem prescrição por profissional habilitado. Em relação à duração do tratamento dos entrevistados, quando se automedicaram, a soma da porcentagem de indivíduos que usaram somente 1 dose, de 1 a 2 dias, de 3 a 4 dias e de 5 a 7 dias foi de 80,0% e apenas 7,3% dos estudantes realizaram a automedicação por mais de 7 dias.A queixa mais prevalente que levou à automedicação foi dor de cabeça, e a principal fonte de informações foi a bula do medicamento.

Conclusões:A automedicação é uma prática comum entre estudantes de ensino superior, sendo necessária a implementação de ações para conscientização dos indivíduos quanto aos riscos que podem acompanhar esta prática.

Palavras-chave:Automedicação. Uso racional de medicamentos. Acadêmicos.

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador