Artigo

AVALIAÇÃO DA PRÁTICA DA AUTOMEDICAÇÃO ENTRE ESTUDANTES DOS CURSOS DE GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO FÍSICA E FARMÁCIA DE UMA UNIVERSIDADE PRIVADA DO SUL DO BRASIL

SANTOS, Flavia Lorenzen dos1; BORDIN, Cynthia Franca Wolanski2;

Resumo

Introdução:A automedicação pode ser definida como uma prática em que um indivíduo leigo na área de saúde, sem formação específica, toma medicamentos por conta própria. As estatísticas da Organização Mundial de Saúde (OMS), é que em todo o mundo, mais de 50% de todos os medicamentos receitados são dispensáveis ou são vendidos de forma inadequada. Cerca de 1/3 da população mundial tem carência no acesso a medicamentos essências e em todo mundo, 50% dos pacientes tomam medicamentos de forma incorreta. A automedicação é, frequentemente, desprovida de orientação adequada, sendo muitas vezes influenciada por propagandas e aconselhamento de pessoas não habilitadas. Fatores econômicos, políticos e culturais contribuem para o aumento da automedicação no mundo, tornando essa atividade um problema de saúde pública. Desta forma, o conhecimento dos dados relativos à prática da automedicação é relevante para o esclarecimento dos riscos relativos ao uso inadequado de medicamentos.

Objetivo:Avaliar a prática da automedicação entre os estudantes dos cursos de graduação em Educação Física e Farmácia de uma Universidade privada do sul do Brasil.

Metodologia:Após revisão bibliográfica, foi elaborado um questionário, contendo vinte questões referentes a automedicação. Este questionário foi aplicado a estudantes dos cursos de Educação Física e Farmácia. Os dados obtidos foram tabulados e submetidos a análise estatística descritiva.

Resultados:Inicial fonte de informações foi a bula do medicamento. No curso de Educação Física, 43,2% dos estudantes afirmou utilizar medicamentos sem prescrição por um profissional habilitado. 97% dos estudantes realizaram a automedicação com a duração de 1 dia até 7 dias, e 27% afirmou ter sido influenciado à prática da automedicação por prescrições anteriores. Dentre os estudantes do curso Farmácia, a prática da automedicação teve uma frequência de 56,9%. Nenhum dos estudantes que se automedicou utilizou o medicamento por período superior a 7 dias, e 22% afirmou ter sido influenciado à prática da automedicação por já possui o medicamento. Dor de cabeça, gripe, resfriado, cólicas, dor musculares e dor de garganta foram as principais queixas que levaram os estudantes ao ato da automedicação

Conclusões:A automedicação é uma prática comum entre estudantes de ensino superior, sendo necessária a implementação de ações para conscientização dos indivíduos quanto aos riscos que podem acompanhar esta prática.

Palavras-chave:Automedicação. Uso racional de medicamentos. Acadêmicos.

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador