Artigo

CARACTERIZAÇÃO DA PREVALÊNCIA E FATORES ASSOCIADOS À OCORRÊNCIA DE TUMOR HEPÁTICO SECUNDÁRIO EM HOSPITAL DE REFERÊNCIA EM LONDRINA, PR

FUJITA, Guilherme Iria1; GREGORIO, Emerson Pereira2;

Resumo

Introdução:Os tumores malignos são as neoplasias mais frequentes do fígado, com alta agressividade, difícil manejo e rápida evolução. O fígado pode também ser alvo de metástases, que representam a maioria dos tumores hepáticos. Os principais tumores que geram metástases hepáticas são os de mama, pulmão e cólon, sendo que qualquer câncer pode disseminar-se para o fígado. Os portadores de metástases hepáticas evoluem assintomáticos por certo tempo. A sintomatologia geralmente decorrente do comprometimento hepático e não da neoplasia primária em si.

Objetivo:O objetivo do estudo é caracterizar a prevalência e fatores associados à ocorrência do tumor hepático secundário em um serviço de referência para o tratamento do câncer em Londrina e região, assim como seus sítios de origem mais frequentes e sobrevida dos pacientes. Trata-se de um estudo retrospectivo com base nos prontuários dos pacientes atendidos no Hospital do Câncer de Londrina no período de 2008 a 2014.

Metodologia:Foram selecionados 315 prontuários tanto físicos como eletrônicos de acordo com a Classificação Internacional de Doenças para tumor hepático. O critério de inclusão utilizado foi a presença de resultado de biópsia hepática e/ou anatomopatológico. Posteriormente foi realizado uma análise com as variáveis selecionadas incluindo sexo, faixa etária, raça e principais fatores de risco. Por último foi calculada a curva de sobrevivência dos pacientes acometidos pelo tumor hepático secundário pelo método de Kaplan-Meier.

Resultados:Os resultados obtidos foram 132 casos de tumores hepáticos, sendo 12 casos tumores benignos (9,09%), 51 casos tumores primários malignos (38,64%) e 69 casos tumores metastáticos (52,27%). Dentre os tumores metastáticos, 32 casos acometeram o gênero masculino (46,38%) e 37 casos o gênero feminino (53,62%). A raça branca foi a mais envolvida, com 57 indivíduos (82,08%), seguida pela raça negra com 11 (16,41%) e amarela com 1 indivíduo (1,50%). Observou-se uma maior prevalência em pacientes com mais de 60 anos, apresentando 40 casos (57,97%) e 29 (42,03%) casos nos pacientes com idade inferior a 60 anos, sendo 2 deles com menos de 40 anos (2,90%). Quanto aos principais fatores de risco para o tumor hepático secundário, assim como seus principais marcadores bioquímicos, não foi possível encontrar dados suficientes e/ou relevantes que pudessem ser inseridos na pesquisa. Em relação aos principais sítios metastáticos para o fígado, o tumor colorretal é o mais frequente com 15 casos (21,74%), seguido do tumor de pâncreas com 7 casos (10,14%) e o tumor de mama v com 6 casos descritos (8,70%). Em 11 pacientes o sítio primário tumoral não foi identificado. Os demais casos ficaram distribuídos entre diversos sítios, totalizando 17 tumores malignos primários. Em relação à sobrevida global, a mediana do tempo calculada foi de 14 meses.

Conclusões:Deste modo, o estudo encontrou dados que vão tanto de acordo com a literatura quanto contra. Muitas informações não puderam ser analisadas, devido à falta de preenchimento adequado dos prontuários. Dessa forma, evidencia-se a importância do registro correto nos prontuários para que se possa aproveitá-los melhor em pesquisas científicas.

Palavras-chave:Tumor hepático secundário. Metástases hepáticas. Epidemiologia

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador