Artigo

HISTÓRIA DA SAÚDE MEDICINA E LEPRA NO BRASIL DA PRIMEIRA REPÚBLICA – COM ÊNFASE NO PARANÁ (1889-1930)

LUZ, Fernanda Gottchild da1; BOVKALOVSKI, Etiane Caloy2;

Resumo

Introdução:Esta pesquisa tem como tema a história da saúde, medicina e lepra no Brasil da Primeira República, dando ênfase no Paraná, no período que marca a passagem do final do século XIX e o decorrer de parte do século XX.

Objetivo:Identificar os problemas pelos quais o país passava, entre eles, o surto de epidemias altamente contagiosas, que eram agravadas pelas precárias condições de higiene nas cidades. Dentre estas epidemias, a lepra era a que mais causava temor nas autoridades médicas e no Estado, o que resultou em medidas rigorosas, como o isolamento compulsório. As medidas eram baseadas na ideia do contágio, que por sua vez alimentou ainda mais os estigmas oriundos do imaginário social, tais como a ideia de impureza, pecado.

Metodologia:Nessa perspectiva é importante ressaltar que a análise do discurso foi utilizada relacionando-a com a noção de poder proposta por Michel Foucault. Para o aprofundamento sobre o discurso médico e estatal e imaginário social foram analisados o livro de Heráclides César Souza de Araújo intitulado “História da Lepra no Brasil: Período Republicano (1890 – 1952) ”, o Decreto nº 5.156, de 8 de março de 1904 e os artigos do periódico “O Estado do Paraná”. A pesquisa bibliográfica também foi fundamental, onde foram utilizados autores como Schwarcz, Boni, Clavreul, Moulin, Goffman, dentre outros.

Resultados:Por meio da análise bibliográfica e de fonte primária se constatou que as medidas decretadas pelos médicos e pelo Estado eram tomadas como forma de proteção aos sãos.

Conclusões:O isolamento não era algo contra a doença, mas contra a presença do leproso, o qual perdia o direito sobre a própria vida, sendo impedido de conviver em sociedade.

Palavras-chave:Paraná. Lepra. Estigma. Discurso.

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador