Artigo

AVALIAÇÃO DA RELAÇÃO DOS TERCEIROS MOLARES SUPERIORES COM O SEIO MAXILAR EM RADIOGRAFIAS PANORÂMICAS DIGITAIS

SILVA, Liza Ana Kelli Andrade da1; SCHRODER, Angela Graciela Deliga3; SOUSA, Jordana Nogueira De3; SILVA, Gisele Ruhle3; REBELLO, Stephanie De Oliveira3; MOZZER, Izabela3; WESTPHALEN, Fernando Henrique2;

Resumo

Introdução:A remoção cirúrgica dos terceiros molares impactados é um procedimento comum e pode estar associada com complicações pós-operatórias relacionadas com danos ao seio maxilar. O risco de complicações é sem dúvida aumentado se há um contato direto entre o dente impactado e o soalho do seio maxilar, os quais podem ser diminuídos se há uma avaliação topográfica precisa do seio maxilar e das estruturas vizinhas ao dente retido. A radiografia panorâmica é usada como o exame para a avaliação das regiões de terceiros molares e, consequentemente, também como coadjuvante na elaboração do plano de tratamento das extrações dos terceiros molares, por ser de baixo custo e com pequena dose de exposição.

Objetivo:Avaliar o posicionamento dos terceiros molares superiores e sua relação com o seio maxilar em radiografias panorâmicas digitais.

Metodologia:Foram avaliadas radiografias panorâmicas pertencentes ao acervo de uma clínica de imagem de Curitiba, realizadas no período de janeiro/2009 a dezembro/2015 e com a presença de pelo menos um dos terceiros molares superiores. Foram incluídas as imagens radiográficas da região de maxila e mandíbula que não apresentavam qualquer tipo de artefato afetando a qualidade da imagem, bem como aquelas que apresentavam erros técnicos de aquisição. A interpretação das imagens radiográficas foi realizada por examinador devidamente calibrado, em ambiente escurecido, com observação direta no monitor.

Resultados:A inclinação vertical do dente 18 foi a mais prevalente neste estudo, com 34,7% dos casos, seguidas, sucessivamente, das posições mésio–angular (3,9%) e disto–angular (1,6%). A posição vertical do dente 28 foi observada em 34,7 % dos casos, seguidas, sucessivamente, das posições mésio–angular (3,9%), disto–angular (1,6%). A posição horizontal não foi significativa . A angulação transalveolar não foi encontrada na amostra estudada. A proximidade entre seio maxilar e terceiro molar superior é de 27,6% (171 casos) lado direito, 34,7% lado esquerdo.

Conclusões:Avaliar a anatomia do seio maxilar, suas extensões, fase de erupção, impactação, relação com o dente vizinho, é de extrema importâncias para um plano de tratamento. A proximidade entre seio maxilar e terceiro molar superior é significativa e deve ser levado em consideração no plano de tratamento, principalmente cirúrgico, para evitar possíveis complicações.

Palavras-chave:Terceiros molares superiores. Seio maxilar. Radiografia panorâmica.

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador
    3. Colaborador