Artigo

ANÁLISE COMPARATIVA DOS RECEPTORES RENAIS DE DOADORES VIVOS VERSUS DOADORES FALECIDOS

VIEIRA, Gabriela Guimaraes1; MEYER, Fernando2;

Resumo

Introdução:O transplante renal é a terapia renal substitutiva mais eficiente em termos de qualidade e expectativa de vida para pacientes com doença renal crônica terminal. O transplante pode ser feito com rim de doador vivo ou falecido, sendo que esses podem ser doadores ideais ou com critérios expandidos

Objetivo:Comparar a função renal e a sobrevida de pacientes receptores de doadores vivos, de doadores falecidos ideais e de doadores falecidos com critérios expandidos.

Metodologia:Estudo observacional retrospectivo através da análise de 116 prontuários, de outubro de 2012 a outubro de 2014, de pacientes transplantados renais, em um hospital universitário de referência de Curitiba. Os dados de transplante, valores de creatinina sérica e evolução dos pacientes foram armazenados em planilhas, onde foi feita a análise estatística

Resultados:Os valores de creatinina sérica em 1, 3, 6, 12, 18 e 24 meses do transplante foram respectivamente de: 2,17mg/dl; 1,88mg/dl; 1,49mg/dl; 1,51mg/dl; 1,45mg/dl e 1,35mg/dl nos receptores de doadores vivos; 2,13mg/dl; 1,55mg/dl; 1,39mg/dl; 1,45mg/dl; 1,45mg/dl e 1,41mg/dl nos receptores de doadores falecidos ideais e de 2,15mg/dl; 1,60mg/dl; 1,46mg/dl; 1,51mg/dl; 1,44mg/dl e 1,45mg/dl nos receptores de doadores falecidos com critérios expandidos. A estimativa de sobrevida pós-transplante dos receptores de doadores vivos foi de 100% em 1 ano e de 97,9% em 2 anos. O enxerto teve sobrevida de 97,9% em 1 ano e de 95,8% em 2 anos. Nos receptores de doadores falecidos, tanto ideais quanto com critérios expandidos, a estimativa de sobrevida do paciente e do enxerto foi de 91,6% em 1 após o transplante. A sobrevida do paciente em 2 anos foi de 91,6% nos que receberam rim de doador falecido ideal e de 87,5% nos que receberam rim de doador falecido com critério expandido. A sobrevida do enxerto em 2 anos foi de 87,5% em ambos os grupos.

Conclusões:Apesar de as médias de creatinina não terem apresentado uma diferença significativa entre os grupos de doadores, a sobrevida do paciente e do enxerto de doador vivo é superior à de doador falecido. Também observou-se que a sobrevida do receptor de rim de doador falecido ideal é superior à dos que receberam rim de doador com critério expandido. Conclui-se que o transplante com doador vivo apresenta melhores resultados, mas o transplante com doador falecido ideal e com critério expandido continua sendo uma boa alternativa para reduzir a fila de espera por órgãos.

Palavras-chave:Transplante renal. Doador vivo. Doador falecido.

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador