Artigo

PREVALÊNCIA DE HIPERTENSÃO EM MULHERES DO SISTEMA PRISIONAL

OLIVEIRA, Mayara Grittem de1; BRAZ, Gilmara Lima3; GUIDOTTI, Larissa Dantas3; FERNANDES, Marcelly Caroline Pires3; MAFFINI, Larissa Farinha3; CORREA, Caroline Romeiro3; TORQUATO, Aline3; BONOW, Tatiane Peter Kuhn3; AULER, Flavia2;

Resumo

Introdução:A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma doença crônica não transmissível (DCNT) caracterizada como uma condição clínica multifatorial. A prevalência dessa doença vem crescendo no Brasil, a qual se atribui milhões de mortes por ano, atingindo fortemente as camadas pobres da população e grupos vulneráveis. Essa doença pode levar a diversas complicações como acidente vascular encefálico (AVE), infarto agudo do miocárdio (IAM), dentre outras doenças. Com o número elevado de mulheres encarceradas no país, preocupa-se muito com as doenças sexualmente transmissíveis e há um grande descaso com as DCNT, aumentando a vulnerabilidade dessas mulheres e gerando maior custo ao sistema de saúde público brasileiro.

Objetivo:Diante deste exposto, o objetivo deste estudo foi obter a prevalência de mulheres hipertensas de uma Unidade Penal do Paraná, analisando o histórico pessoal e familiar de doenças, as características demográficas, sociais e econômicas relacionando com o consumo alimentar, e discutir sobre o perfil de saúde e acesso à saúde das mulheres.

Metodologia:Este estudo caracteriza-se por ser transversal, descritivo com abordagem quantitativa a partir de dados secundários da pesquisa intitulada “Doenças crônicas não transmissível em mulheres privadas de liberdade”. Para isso foram analisados dados secundários inseridos no banco de dados do Software Excel das mulheres encarceradas na Penitenciaria Feminina do Paraná (PFP). Para a coleta desses dados foram entregues questionários sobre o aspecto econômico, demográfico, de consumo alimentar, cuidados com a saúde, e morbidade. A coleta de dados antropométricos, bioquímicos (glicemia casual) e clínicos (pressão arterial) foram descritos em outros trabalhos.

Resultados:Os resultados mostram que as mulheres que possuem hipertensão arterial sistêmica, são predominantemente jovens, não casadas, brancas, de baixa renda, com mais filhos e alfabetizadas. Sobre essas ainda se notou que não praticam atividade física, foram etilistas e tabagistas antes da reclusão. Os dados de consumo alimentar mostram que 82,2% das mulheres hipertensas não ingerem o número adequado de refeições diárias, apresentam alta ingestão de macarrão industrializado, fator que aumenta a ingestão de sódio diário, porem como fatores benéficos fez-se presente a ingestão de saladas, legumes e feijão. Sobre as mulheres não hipertensas notou alta ingestão de bebidas açucaradas e histórico familiar de morte por DCNT. Sobre as duas amostras se fez presente a HAS dentre os familiares. Na análise de parâmetros antropométricos as hipertensas apresentaram excesso de peso, maior ganho de peso, alteração da circunferência da cintura, acumulo de gordura corporal e de gordura visceral, e maior IMC, fatores estes que favorecem o aparecimento de doenças cardiovasculares.

Conclusões:Com esse estudo podemos verificar uma falta de interesse do sistema prisional com a saúde das mulheres encarceradas, pois o número e a qualidade das refeições oferecidas não levam em conta as mulheres que tem DCNT, acarretando ainda mais custos e problemas para o sistema, e gerando um problema maior para a encarcerada quando retornarem a sociedade.

Palavras-chave:mulheres. Doenças crônica não transmissível. Hipertensão.

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador
    3. Colaborador