Artigo

AVALIAÇÃO DA REDUÇÃO DO DIÂMETRO DA ANASTOMOSE GASTROJEJUNAL APÓS A FULGURAÇÃO COM PLASMA DE ARGONIO EM PACIENTES SUBMETIDOS A BYPASS-GASTRICO COM REGANHO DE PESO

AZZOLINI, Julia De Freitas1; IVANO, Flavio Heuta2;

Resumo

Introdução:Um tratamento reconhecido da obesidade mórbida é a cirurgia bariátrica. Apesar da baixa taxa de complicações, elas ainda existem. Dentre as mais comuns está a fístula da anastomose que pode ter como complicação a sepse e o aumento da morbimortalidade. Não existe ainda uma conduta padrão e vários estudos tem demonstrado tratamentos radiológicos e endoscópicos para manejar esses pacientes graves. Há pouca evidência sobre o uso do tratamento endoscópico para as fístulas, porém o uso de próteses autoexpansivas recobertas vem sendo estudada como alternativa, por ser uma técnica segura e eficaz para os pacientes severamente comprometidos. Naturalmente, as fístulas podem levar até quatro meses para cicatrizar e dificultar o tratamento, porém, com o uso de prótese autoexpansiva recoberta, o sucesso do tratamento pode chegar a 78% com tempo médio de cura em 62 dias. Além disso, ela possibilita a imediata reintrodução da dieta via oral e uma alta rápida, e, a prevenção da migração distal, complicação mais frequente do uso desse tipo de tratamento.

Objetivo:O objetivo deste estudo é a revisão bibliográfica dos tratamentos endoscópicos existentes para as fístulas pós gastrectomias verticais com o relato de uma série de casos do uso do tratamento endoscópico com prótese autoexpansiva nos casos de fístula pós cirurgia bariátrica nos pacientes do Hospital Sugisawa.

Metodologia:Foi realizado um estudo observacional retrospectivo de prontuários de pacientes realizaram, como tratamento de uma fístula esofágica pós cirurgia bariátrica, uso da prótese autoexpansiva realizadas no Hospital Sugisawa. O estudo é composto por 5 indivíduos sendo realizado uma série de relato de casos.

Resultados:A melhor maneira de reduzir o tempo de cicatrização de fístula após cirurgia bariátrica parece ser pela conduta de utilizar próteses autoexpansivas, principalmente a Hanarostent® pela técnica de Chin, com fixação para evitar deslizamentos, utilizados por 4 a 6 semanas. O sucesso do tratamento na nossa experiência foi total. A tomografia foi o melhor método não invasivo para confirmar o diagnóstico, avaliar a gravidade e direcionar o tratamento. Durante a endoscopia, a fístula foi diagnosticada no terço proximal do estômago nas gastroplastias tipo Sleeve. O tratamento eficaz com prótese autoexpansiva para fístula após cirurgia bariátrica tipo "Sleeve" ou "Bypass" gástrico foi de 100% na nossa casuística. Se o tratamento com a prótese for instituído após 4 semanas (tardio), o tempo de cicatrização pode se extender para uma média de 110 a 160 dias. As principais limitações são a tolerância ao "stent" e sua tendência à migração distal, podendo ser evitado utilizando a prótese Hanarostent®. O uso de próteses auto expansivas revestidas já está comprovada para o tratamento de fístulas gástricas. As vantagens do tratamento com próteses autoexpansivas é a possibilidade de nutrição oral precoce, uma alta hospitalar mais rápida, reduz as complicações hospitalares e os custos.

Conclusões:O uso de próteses autoexpansivas para o tratamento de fístulas precoces após cirurgias bariátricas são eficazes, pois possibilitam nutrição oral mais precoce, permanência hospitalar curta, redução de complicações e de custos. Sendo mais rápida a cicatrização quanto mais precoce a inserção da prótese for realizada. A tomografia computadorizada foi o melhor exame para o diagnóstico deste tipo de fístula, orientando a melhor terapêutica.

Palavras-chave:Cirurgia bariátrica. Fístula. Prótese autoexpansiva.

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador