Artigo

ATIVIDADE ANTIMICROBIANA E ANTIFÚNGICA DE FILMES COMESTÍVEIS FEITOS A PARTIR DE MISTURAS DE GOMA GUAR E ALGINATO

HIRAI, Gabrielle Zanetti1; VALENGA, Francine2;

Resumo

Introdução:Os produtos perecíveis exigem uma grande fiscalização em relação ao seu armazenamento, transporte e manuseio, ainda que haja certo controle, existem certas variáveis que não se consegue controlar em relação a fruta in natura, como sua porcentagem de umidade interna e o controle do ambiente em que a fruta está armazenada. O contato com microrganismos, como bactérias e fungos conseguem acarretar grandes danos, aumentando o número de perdas dos alimentos. Para o propósito de aumentar a conservação dos alimentos, ou a vida de prateleira desses, faz- se a utilização de embalagens. Essa proteção adicional contribui na retardação da deterioração das frutas e verduras, devido a interferência do contato direto com a umidade e o oxigênio.

Objetivo:Os objetivos deste trabalho foram a incorporação das nanopartículas de óxido de zinco nos biofilmes obtidos a partir de misturas de goma guar e alginato de sódio e a avaliação das atividades bactericida e fungicida dos biofilmes com a incorporação das nanopartículas.

Metodologia:A produção dos filmes foi feita para uma concentração de 3 g/L, com duas misturas de goma guar e alginato, em proporções de 75% e 25% e vice e versa. As nanopartículas foram feitas a partir de uma solução de acetato de zinco dihidratado, sendo essa titulada com hidróxido de sódio 0,02 M, até a completa precipitação. O precipitado foi lavado até pH neutro e calcinado a 550 ºC por 4 h. As partículas foram implementadas nos filmes em 3 concentrações diferentes, 2,5 %, 5 % e 7,5 %, em massa, após a implementação, os filmes foram levados para a estufa, com a porta entre aberta, por em torno de 2 h. Para a análise bactericida e fungicida, foram estriadas nas placas de ágar nutriente as bactérias Staphylococcus aureus e Escherichia coli e na placa de ágar sabouraud a levedura Saccharomyces cerivisae e juntamente, os filmes previamente recortados em círculos de 1 cm de diâmetro foram colocados em cima dos estriamentos. Cada placa continha 4 filmes, um sem partículas, outro com 2,5 % e 5 % e 7,5 % de concentração de partículas. Após 48h, em estufas em 25 º C e 30 ºC, foram analisadas se houve formação de elo de inibição.

Resultados:As partículas de óxido de zinco obtiveram uma dimensão de micropartículas e essas tiveram uma boa distribuição nos biofilmes. Na placa da Saccharomyces cerivisae houve uma mínima inibição dos filmes de 5 % e 7,5 %, mas uma inibição mais significativa foi obtida nas placas da bactéria Staphylococcus aureus.

Conclusões:Este trabalho obteve bom resultado em relação à produção das partículas, mas não em relação a dimensão dessas. Em relação às análises de microrganismos, o resultado foi positivo para a bactéria Staphylococcus aureus e negativo para os microrganismos Saccharomyces cerivisae e Escherichia coli. Sendo esses resultados bons para uma melhoria no aumento de vida de prateleira.

Palavras-chave:Alginato de sódio. Biofilmes. Filmes comestíveis. Goma guar. Nanopartículas ZnO.

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador