Artigo

AVALIAÇÃO DA EFETIVIDADE DO PROCESSO DE DESCELULARIZAÇÃO DE TECIDOS CARDIOVASCULARES HUMANOS ATRAVÉS DA QUANTIFICAÇÃO DE ÁCIDO NUCLÉICOS

ABE, Camila Agnes Lumi1; ROSA, George Willian Xavier Da3; SUSS, Paula Hansen3; SCHITTINI, Andressa Vaz3; RODERJAN, João Gabriel3; COSTA, Francisco Diniz Affonso Da2;

Resumo

Introdução:Tendo em vista que as doenças cardiovasculares, em especial as valvopatias, constituem uma importante causa de morbimortalidade e que ainda não existe o substituto valvar ideal se faz necessário o desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas na tentativa de diminuir o imenso impacto social e econômico que estas causam na sociedade moderna. Com o avanço da tecnologia de processamento de tecidos biológicos, a descelularização foi proposta como um método para reduzir ou mesmo eliminar a antigenicidade dos enxertos, e assim melhorar os resultados tardios. Nesse sentido, a tecnologia de descelularização tecidual pode produzir enxertos acelulares, preservando a composição, a atividade biológica e a integridade mecânica da matriz extracelular, sendo um pré-requisito para a biocompatibilidade e longevidade dos homoenxertos.

Objetivo:Comprovar a eficácia do processo de descelularização de válvulas cardíacas humanas com a solução PUC I.

Metodologia:Foram coletados tecidos cardiovasculares humanos provenientes de doadores cadáveres processados pelo Banco de Tecidos Humanos da PUCPR. Os tecidos foram descelularizados com a solução PUC I. A detecção de integridade da matriz extracelular e da remoção celular após o processo de descelularização foi realizada por análises histológicas com o corante Hematoxilina-Eosina e 4',6-diamidino-2-fenilindol (DAPI). Para comprovar a eficiência da remoção celular foi realizada a extração e quantificação de DNA.

Resultados:Em todas as amostras teciduais frescas observa-se presença de células e ondulação normal das fibras colágenas. Após o processo de descelularização ocorre manutenção parcial da estrutura e há uma redução significativa de núcleos celulares, no entanto há remanescentes celulares nos condutos das válvulas. Pela quantificação de DNA verificou-se redução no pericárdio de 65,99%, na válvula aórtica e pulmonar de de 71,063%.

Conclusões:Tendo em vista os aspectos observados conclui-se que o processo de descelularização PUC I apresenta efetividade parcial na remoção celular e na manutenção da arquitetura da matriz extracelular de tecidos cardiovasculares, segundo os critérios estabelecidos por Crapo et al. (2011).

Palavras-chave:Homoenxertos, descelularização. Resíduos de DNA. Válvulas cardíacas.

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador
    3. Colaborador