Artigo

RELAÇÃO ENTRE AS CLASSIFICAÇÕES E O PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE PACIENTES COM SINDACTILIA

MARCHI, Larissa Vendrame de1; HAMPELL, Paolla3; RAMOS, Suzilaine3; NAGAI, Alencar Kenji3; GIOSTRI, Giana Silveira2;

Resumo

Introdução:A sindactilia é uma alteração congênita do membro superior frequente, levando a alterações na função e estética das mãos. Ocorre devido a não separação completa de dois ou mais dedos da mão entre a sexta e oitava semanas de vida intrauterina. As sindactilias podem ser classificadas quanto à forma anatômica, complexa ou óssea se a união abranger também a estrutura óssea dos dedos e existe também a classificação fenotípica,

Objetivo:A pesquisa propõe analisar o perfil epidemiológico dos pacientes com sindactilia tratados cirurgicamente, entre junho de 2012 e setembro de 2015, pelo Grupo de Cirurgia da Mão do Hospital Pequeno Príncipe (GCM/HPP) correlacionando-o com a classificação anatômica e a fenotípica.

Metodologia:O estudo é observacional e retrospectivo, utilizaram-se prontuários médicos de 98 pacientes com diagnóstico de sindactilia das mãos, operados de maneira eletiva no HPP. Os dados foram coletados em prontuários físicos no Serviço de Arquivo Médico e Estatística (SAME) do HPP como: identificação, sexo, raça, mãos e comissuras interdigitais acometidas, assim como a classificação anatômica e a fenotípica. Após esta etapa, 25 pacientes foram excluídos, totalizando uma amostra de 72 pacientes.

Resultados:A média de idade dos sujeitos estudados foi de 7,9 anos, com um mínimo de 2,4 e um máximo de 20,9 anos. O sexo predominante foi o masculino, com 61,1% dos casos. Em 40,3% dos pacientes apresentavam a afecção em ambas as mãos e 40,7% possuíam a terceira comissura interdigital acometida. Quanto a classificação anatômica, constatou-se que 62,5% dos sujeitos apresentaram sindactilia do tipo simples e 62,5% apresentava sindactilia completa. Em relação a classificação fenotípica, 32,9% dos pacientes observou-se somente sindactilia das mãos como alteração congênita, enquanto em 30,1% constataram-se também alterações congênitas não correlacionadas com sindactilia. A afecção mais frequente foi a Síndrome de Apert em 8,2% dos pacientes.

Conclusões:O perfil epidemiológico mostrou maior frequência de sindactilia congênita em crianças do sexo masculino, da raça branca, bilateral acometendo a terceira comissura interdigital.

Palavras-chave:Sindactilia. Deformidades congênitas da mão. perfil epidemiológico.

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador
    3. Colaborador