Artigo

AVALIAÇÃO DO TRATAMENTO CIRÚRGICO DE PACIENTES COM SINDACTILIA

PIRES, Paolla Hampel1; VENDRAME, Larissa3; RAMOS, Suzilaine3; NAGAI, Alencar Kenji3; GIOSTRI, Giana Silveira2;

Resumo

Introdução:A sindactilia é uma alteração congênita que acomete o membro superior, causada pela ausência da individualização completa de dois ou mais dedos durante a vida intrauterina e que compromete estética e funcionalmente a mão. Pode ser classificada anatomicamente em simples e complexa, incompleta e completa ou fenotipicamente em sindrômica e não sindrômica. O tratamento é essencialmente cirúrgico e tem como objetivo a melhora da função e da estética da mão. Para o acompanhamento pós-operatório é possível utilizar como ferramenta de avaliação clínica a Escala de Vancouver, a Classificação de Friedhofer

Objetivo:O trabalho proposto tem como objetivo analisar os resultados dos casos de sindactilia tratados cirurgicamente, entre junho de 2012 e setembro de 2015, pelo Grupo de Cirurgia da Mão do Hospital Pequeno Príncipe (GCM/HPP) correlacionando-os com os critérios de Friedhofer e Vancouver, além da aplicação de questionário subjetivo para avaliação da satisfação dos responsáveis com os resultados cirúrgicos.

Metodologia:O estudo é observacional transversal - avaliaram-se prontuários médicos de 98 pacientes com diagnóstico de sindactilia em mãos, operados de maneira eletiva no HPP entre junho de 2012 e setembro de 2015. Devido a critérios de exclusão, o final foi de 20. Os pacientes foram avaliados de acordo com Critérios de Friedhofer, Escala de Vancouver e questionário subjetivo sobre os resultados estéticos e funcionais.

Resultados:A terceira comissura interdigital foi a mais liberada (19 das 58 comissuras interdigitais estudadas), com leve predomínio em mãos direitas (proporção de 1,14:1). Metade dos pacientes (n = 10) liberou de uma a duas comissuras interdigitais. Quanto à classificação fenotípica, 75% dos pacientes possuíam alterações congênitas que interferem com a complexidade da sindactilia, sendo a mais comum dentre elas a Síndrome de Poland, com 20% (n = 4) dos casos. De acordo com os Critérios de Friedhofer, das 58 comissuras interdigitais operadas, 55 comissuras interdigitais obtiveram resultados classificados como “BOM” e 3 classificados como “REGULAR”. Em relação à Escala de Vancouver observou-se que 48,3% das comissuras interdigitais (n = 28) obtiveram pontuação de 0 a 1 e apenas 24,1% (n = 14) receberam 4 ou mais pontos. O questionário subjetivo aplicado aos pais ou responsáveis dos pacientes obteve uma média de 8,6 pontos nas 10 perguntas aplicadas. Todos os responsáveis afirmaram que indicariam a cirurgia para outros pacientes com o diagnóstico de sindactilia.

Conclusões:A análise dos casos de sindactilia tratados cirurgicamente evidenciou a terceira comissura interdigital como a mais liberada, alta taxa de alterações congênitas associadas que influenciavam na complexidade da sindactilia, bom desfecho pós operatório por meio da Classificação de Friedhofer e da Escala de Vancouver e satisfação com o tratamento fornecido através do questionário subjetivo.

Palavras-chave:Sindactilia. Deformidades congênitas da mão. Avaliação pós-operatória. Perfil cirúrgico. Classificação de Friedhofer. Escala de Vancouver.

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador
    3. Colaborador