Artigo

PREVALÊNCIA DE USO DE PIERCINGS BUCAIS E PERIBUCAL E OS SÍTIOS ANATÔMICOS MAIS AFETADOS COM A COLOCAÇÃO DESSES ADORNOS

MOSS, Michelle Cristine de Abreu1; FILHO, Herbert Rubens Koch2;

Resumo

Introdução:O uso de piercing bucal e peri bucal (PB) tem ganhado muita simpatia entre o público adolescente e adulto jovem. Contudo, complicações bucais podem resultar dessa crescente prática.

Objetivo:Verificar a prevalência de uso de PB e determinar as complicações bucais mais frequentes oriundas da colocação desse adorno.

Metodologia:Esse estudo quantitativo, transversal e descritivo, cujas variáveis foram dispostas em dois instrumentos, se utilizou de uma amostra (n=20) convenientemente recrutada junto a um Colégio Estadual paranaense durante o ano letivo de 2017. As análises estatísticas de distribuição de frequências se deram mediante a utilização do programa Statistical Package for the Social Sciences versão 21.0.

Resultados:Foram avaliados 20 indivíduos (95,23%) com idades compreendidas entre 14 e 18 anos de idade cuja média etária foi de 16,5 anos com predomínio do sexo feminino (70,0%). Dentre os níveis de escolaridade 15% frequentava o 1° Ano, 40% o 2° Ano e 45% o 3° Ano. Os sítios anatômicos preferidos foram a língua (40,0%) e o freio labial (35%). Esses locais também foram os que apresentaram a maior prevalência de complicações, sendo 90,0% do total junto ao freio labial e 80,0% na língua. O teste Z revelou que o piercing na língua foi responsável em 100% dos casos de fratura de esmalte e 12,5% de recessão gengival; enquanto que o inserido junto ao freio labial acusou 100% das lacerações na mucosa e 65% dos casos de recessão gengival. A maioria (60,0%) era usuário há mais de um ano, sendo que 45,0% nunca removeram o piercing por um longo período de tempo. A estética, a expressão de identidade e a moda foram as motivações mais citadas para o uso de PBs. A grande maioria (85%) não se arrepende de ter colocado esse tipo de adorno.

Conclusões:Dentro das limitações do estudo pode-se concluir que, embora o PB seja uma maneira de expressão no público jovem houve uma baixa prevalência de estudantes fazendo uso desse tipo de enfeite. As principais complicações bucais se deram junto a piercings colocados em língua e freio labial. Por ser uma prática relativamente recente, o cirurgião-dentista deve estar preparado para atuar como agente de informação, auxiliando na prevenção de possíveis danos oriundos dessa prática e promovendo a saúde e o bem-estar do indivíduo.

Palavras-chave:Prevalência. Piercing bucal. Sítios anatômicos. Complicações bucais.

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador