Artigo

AVALIAÇÃO DO ESTADIAMENTO CLÍNICO E PADRÃO HISTOPATOLÓGICO DE MASTOCITOMAS CUTÂNEOS EM CÃES TRATADOS COM VIMBLASTINA NA DOSE DE 3,0 MG/M²

HALILA, Renata Luiza Olichevis1; KLUTHCOVSKY, Lucas Cavalli3; CASTRO, Jorge Luiz Costa3; FILHO, Jair Rodini Engracia2;

Resumo

Introdução:O mastocitoma cutâneo é uma das neoplasias cutâneas de maior incidência em cães, podendo representar de 7 a 21% de todas as neoplasias cutâneas. Atualmente as classificações histológicas mais utilizadas são as de Patnaik et al.,(1984) e de Kiupel, et al., (2011) as quais, associadas, auxiliam no estabelecimento terapêutico e avaliação prognóstica dos casos.

Objetivo:O presente projeto teve como objetivo avaliar os padrões clínicos e histopatológicos dos mastocitomas cutâneos caninos antes do tratamento com vimblastina a 3mg/m². Estas informações servirão de base para o estudo dos efeitos do tratamento nos tumores recidivantes e da taxa de sobrevida.

Metodologia:Foram selecionados 20 cães com diagnóstico de mastocitoma cutâneo atendidos na rotina da Clínica Veterinária Escola da Pontifícia Universidade (CVE –PUCPR), durante o período de maio de 2016 a junho de 2017. Foram realizadas avaliações clínicas e hematológicas de rotina, incluindo anamnese, exames cito e/ou histopatológicos e de imagem, para pesquisa de metástases. Com base nestes dados foi realizado estadiamento clínico. Após a excisão cirúrgica, amostras foram preparadas para a realização de exames histopatológicos.

Resultados:Dos animais inclusos no trabalho (n=20), 45% eram fêmeas e 55% eram machos. Dentre as raças, 8 cães não tinham raça definida (SRD) e os demais eram das raças Labrador (n=3), Pitbull (n=2), Bull terrier (n=1), Boxer (n=1), Pastor Alemão (n=1), Daschund (n=1), Pinscher (n=1), Fox Paulistinha (n=1) e Weimaraner (n=1). 13 cães (65%) apresentaram tumor na região do tronco, 4 (20%) na região dos membros e 3 (15%) na região da face. Sete (35%) animais apresentaram caso de recidivas do tumor. A abrangência do tumor foi cutânea em 13 animais (65%) e cutânea e subcutânea simultaneamente em 7 (35%) pacientes. Onze animais (55%) tinham lesão única e 9 (45%) tinham lesões múltiplas. Além disso, 10 animais (50%) apresentaram lesões ulceradas, e 10 lesões não ulceradas. Segundo o estadiamento clínico modificado para cães com mastocitoma (Owen, 1980), a maioria dos animais foi classificado no estágio 1 (n=8, 40%). Apenas um animal foi classificado no estadiamento 2. Quatro cães (20%) se ancaixaram no estágio 3 e sete animais (35%) foram classificados com estadiamento 4. Os exames histopatológicos revelaram que os tumores de 9 cães (45%) eram de grau III, 8 tumores (40%) eram de grau II e apenas 3 (10%) de grau I, segundo a graduação de Patnaik. Na classificação de Kiupel, 5 tumores (25%) foram graduados como de alto grau e 15 (75%) graduados como de baixo grau.

Conclusões:Os resultados obtidos permitem concluir que o estadiamento clínico e a classificação histopatológica são importantes ferramentas no prognóstico e tratamento dos mastocitomas cutâneos caninos, podendo trazer informações essenciais para melhores tratamentos e prognósticos dos pacientes com mastocitoma cutâneo canino.

Palavras-chave:Mastocitoma. Cão. Imuno-histoquímica. Histopatologia.

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador
    3. Colaborador