Artigo

A CONCEPÇÃO DO HUMANO EM NIETZSCHE: DO ESPÍRITO LIVRE AO UBERMENSCH

HORDECTE, Israel1; OLIVEIRA, Jelson Roberto De2;

Resumo

Introdução:A presente pesquisa desenvolveu-se sobre o eixo da concepção de humano na filosofia de Friedrich Nietzsche e, nessa perspectiva, trata-se de uma análise do humano a partir do prisma moral.

Objetivo:A pesquisa pretende compreender de que forma a moral ocidental – socrático-platônico-cristã – causa, na linguagem nietzschiana, um adoecimento do humano, ou seja, como o exagero da racionalidade e, por conseguinte, a necessidade metafísica, acabam desnaturalizando tudo o que é demasiado humano.

Metodologia:O trabalho foi realizado a partir de uma pesquisa bibliográfica das obras do autor e de seus principais comentadores.

Resultados:Verifica-se que, segundo Nietzsche, o processo de desnaturalização do humano na cultura ocidental, por parte da moral culmina, enfim, em uma constante negação do humano em relação a si próprio e ao mundo, de modo que a crença em uma verdade única e um bem em si acabam, inversamente, levando à condenação da realidade terrena como imperfeita e pecaminosa. Para tal problemática, os conceitos nietzschianos de “Espírito Livre” e “Übermensch” desempenham papel fundamental enquanto modelos que rompem essa perspectiva, dado que, a partir de ambos, será desenvolvida a filosofia de afirmação de si e da vida.

Conclusões:Isso significa, portanto, que por meio desses conceitos Nietzsche propõe uma perspectiva afirmativa capaz de apresentar-se enquanto antídoto contra o adoecimento humano causado pela moralidade. A consolidação desse antídoto é concretizada com o conceito de Grande Saúde, presente nas obras tardias de Nietzsche e que se apresenta como um pressuposto para o projeto de transvaloração dos valores, ou seja, uma superação capaz de negar toda a moralidade imposta de forma absoluta, tal como se tem feito ao longo da história humana.

Palavras-chave:Nietzsche. Humano. Espírito livre. Übermensch.

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador