Artigo

O CONHECIMENTO EM SANTO AGOSTINHO

ONAKA, Willians Junior Noboyuki1; PEREIRA, Jose Aparecido2;

Resumo

Introdução:Segundo Santo Agostinho, o conhecimento humano se dá por um processo sistemático no conhecimento de todas coisas, começando pelas mais simples para chegar nas mais complexas, realizando primeiramente a experiência sensorial externa, depois, a atividade propriamente racional e, por fim, a experiência da fé no interior do sujeito cognoscente, de modo que, todo esse processo se torna um itinerário cognitivo da alma para Deus.

Objetivo:O objetivo da nossa pesquisa foi investigar o conhecimento em Agostinho e como ele se realiza de forma plena, ou seja, passando por todas as potencialidades que compõem o ser humano, levando em consideração o auxílio de Deus nesse processo.

Metodologia:A orientação da nossa pesquisa seguiu os seguintes procedimentos metodológicos: leitura, análise e interpretação dos textos de Agostinho, e também de seus estudiosos, que tratam sobre o conhecimento.

Resultados:Segundo as obras pesquisadas, em especial os livros De Magistro e De Trinitate, para Santo Agostinho, o conhecimento humano se realiza de forma harmônica, envolvendo necessariamente cada potencialidade e faculdade do homem, respeitando a unidade na qual ele foi criado por Deus. Segundo essa perspectiva, o primeiro estágio do conhecimento se dá por meio dos sentidos externos, onde o indivíduo entra em contato com os dados empíricos, realizando um conhecimento em grau inferior. Em seguida, as informações sensoriais abstraídas pela mente são articuladas pela razão que procura dar unidade a essas informações, identificando noções que são apenas inteligíveis na completude das coisas conhecidas pelo indivíduo. Por fim, quando a relação estabelecida entre fé e razão não é suficiente para esclarecer a totalidade do cosmos, Deus vem em auxílio do homem, realizando o que Santo Agostinho chamou de iluminação divina. Neste último estágio cognitivo do homem, Deus ilumina o seu interior e se revela como o seu verdadeiro Mestre. A fé, virtude dada pelo próprio Deus, permite que o sujeito cognoscente alcance um conhecimento mais elevado sobre todas as coisas que terá fim apenas na visão beatífica no céu.

Conclusões:Em suma, podemos entender que, em Santo Agostinho, a teoria do conhecimento é uma atividade processual que o indivíduo deve realizar em seu interior. Isso quer dizer que, embora ele dependa da exterioridade para iniciar esse processo, é no interior da alma que ele acontece, pois, ainda que seja necessária uma ascese intelectual por parte do homem, o Mestre interior é quem possibilita o conhecimento de todas as coisas como a luz iluminadora da ignorância humana.

Palavras-chave:Conhecimento. Agostinho. Razão. Fé. Deus.

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador