Artigo

PERFIL EPIDEMIOLÓGICO E CLÍNICO HEMODINÂMICO DOS PACIENTES INTERNADOS POR INSUFICIÊNCIA CARDÍACA DESCOMPENSADA EM HOSPITAL DE CURITIBA, PR

CHUEIRE, Henrique Elias1; MOURA, Lidia Ana Z3; KNOPFHOLZ, Jose2;

Resumo

Introdução:A Insuficiência Cardíaca (IC) representa a via final da grande maioria das doenças cardiovasculares. Dada a elevada prevalência da doença, destaca-se a importância em conhecer o perfil dos pacientes que internam por Insuficiência Cardíaca Descompensada (ICD).

Objetivo:Conhecer o perfil epidemiológico e clínico-hemodinâmico dos pacientes internados no Hospital Santa Casa de Curitiba por Insuficiência Cardíaca Descompensada (ICD) entre os anos de 2013 e 2016.

Metodologia:Trata-se de um estudo retrospectivo, descritivo e observacional. Os dados foram coletados através de prontuários eletrônicos disponíveis no Sistema Hospitalar da Associação Paranaense de Cultura (APC) em tabela desenvolvida pelo autor no software Microsoft Excel. Foram incluídos os pacientes internados por ICD no período no Serviço e excluídos os reinternamentos e prontuários com dados inconsistentes e/ou incompletos. A análise foi realizada através do programa computacional SPSS v.20.0.

Resultados:A amostra estudada foi de 231 pacientes, dos quais 71,9% eram do gênero masculino com média de idade geral de 57,8 ± 12,4 anos. A comorbidade mais frequentemente associada foi Hipertensão Arterial Sistêmica, acometendo 64,4%. O perfil clínico-hemodinâmico mais prevalente foi o quente-úmido (69,7%). A queixa mais frequente na admissão foi dispneia, presente em 97% dos casos, seguido de ortopneia e edema de membros inferiores. A terapia prévia mais utilizada pelos pacientes são os Beta-bloqueadores, além de diurético de alça, espironolactona e IECA. Nitrato e Hidralazina foram as medicações mais adicionadas à prescrição dos pacientes durante o internamento. A pressão arterial sistólica apresentou queda de 5,8mmHg em média do primeiro dia de internamento até a alta (de 110mmHg para 104,8). O tempo médio de internação foi de 8,9 dias e a mortalidade intrahospitalar de 6,9%.

Conclusões:Concluiu-se que houve melhora nos padrões clínicos avaliados durante o período de internação, bem como uma taxa de mortalidade mais baixa em relação ao registro nacional.

Palavras-chave:Insuficiência cardíaca. Registro nacional. Cardiopatia.

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador
    3. Colaborador