Artigo

INFLUÊNCIA DO ESTRESSE MATERNAL SOBRE O DESEMPENHO, COMPORTAMENTO SEXUAL E VIABILIDADE ESPERMÁTICA DE COELHOS NOVA ZELÂNDIA

BERNARDI, Luiza Marin1; BORGES, Tâmara Duarte3; PADILHA, Ana Caroline3; SILVA, Kassy Gomes Da3; MORAIS, Rafaela De3; COSTA, Leandro Batista2;

Resumo

Introdução:Indicadores comportamentais de estresse agudo causado por práticas de manuseio podem influenciar de forma direta a atividade alimentar, o comportamento social e ainda o comportamento maternal. De uma forma geral, é sugerido que as experiências de estresse vividas pela mãe, em especial durante o terço final de gestação, tèm influencia no processo de desenvolvimento cerebral dos filhotes. Mais de 50 anos de pesquisas têm demonstrado que as experiências vividas pela mãe nesta fase possuem consequências profundas e diversas afetando o comportamento dos filhotes em relação à seleção de alimentos, memória, aprendizado, habilidade cognitiva, desenvolvimento psicomotor, temperamento, comportamento parenteral, comportamento agressivo, comportamento exploratório e comportamento sexual.

Objetivo:Objetivou-se ivestigar se o estresse induzido em coelhas durante a fase de gestação resulta em pior comportamento materno, influenciando na desmasculinização comportamental dos filhotes machos na idade adulta.

Metodologia:As coelhas foram divididas em dois tratamentos: controle (C) e estresse (T1). O comportamento materno foi avaliado por meio de índices de mortalidade de filhotes e escore de preenchimento de material de ninho, enquanto que o comportamento sexual dos filhotes machos foi avaliado durante intenção de cópula. A viabilidade dos espermatozoides, bem como os índices produtivos, reprodutivos e sanitários da prole também foram avaliados no decorrer do experimento. Para a estatística foi utilizada a Análise de Variância (ANOVA) com comparação de médias pelo Teste de Student (t), usando a significância de 0,05%.

Resultados:Coelhas do grupo controle começam a retirada de pelos dois dias antes do parto, enquanto que as coelhas do grupo do estresse começam apenas um dia antes. A mortalidade de filhotes providos de mães do tratamento estresse foi maior (P?0,05) que os das mães do tratamento controle. Sobre os filhotes, é possível notar apenas uma melhora nos atributos de volume e concentração (totais e viáveis) de espermatozoides durante o passar dos meses, em ambos os tratamentos.

Conclusões:É possível afirmar que o estresse induzido em coelhas durante a fase de gestação resulta em pior comportamento materno, tanto no que diz respeito à formação do ninho, quanto na hora do cuidado com os filhotes. Porém, faz-se necessário um maior número de filhotes para concluir se há ou não influência na desmasculinização comportamental dos filhotes machos na idade adulta.

Palavras-chave:Bem-estar. Estresse. Coelhos. Comportamento.

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador
    3. Colaborador