Artigo

PAISAGEM PLANEJADA: EXEMPLOS PRÁTICOS EM CIDADES MÉDIAS BRASILEIRAS

GROENWOLD, Cristiane Elizabeth1; ZANONI, Aline Bianca 3; HARDT, Carlos3; MOYSÉS, Daphne Tetu 3; MOREIRA, Lucas Laureano Dias 3; TANAKA, Mariana 3; PELLIZZARO, Patrícia Costa 3; ROSE, Rafaela Sebrão de3; HARDT, Leticia Peret Antunes2;

Resumo

Introdução:A pesquisa é voltada à avaliação da efetividade de planos diretores municipais na qualidade da paisagem de cidades médias brasileiras em confronto com a realidade prática do processo de planejamento.

Objetivo:Para tanto, seus objetivos específicos consistem em: identificar fundamentos teóricos, conceituais e metodológicos essenciais à análise do tema, interpretar exemplos práticos de núcleos urbanos medianos e, com base nos resultados encontrados, formular subsídios ao planejamento, gestão e projeto para adequado tratamento paisagístico no contexto daqueles planos e da administração democrática de espaços urbanizados.

Metodologia:O trabalho foi desenvolvido com base em métodos múltiplos e em três fases básicas. A primeira foi destinada à fundamentação teórica, por meio de técnicas bibliográficas e documentais. A segunda correspondeu à interpretação de exemplos práticos e foi embasada na seleção de cinco cidades médias nas mesmas regiões metropolitanas (RMs) estudadas como casos em atividades de iniciação científica anteriores (2016) e paralelas (2017). Tais localidades foram escolhidas por macrocompartimentos geográficos – Norte: Vespasiano (RM Belém), Nordeste: Olinda (RM Recife), Centro-Oeste: Aparecida de Goiânia (RM Goiânia), Sudeste: Vespasiano (RM Belo Horizonte) e Sul: Canoas (RM Porto Alegre). Também foram compartilhados núcleos medianos das mesmas áreas de controle assumidas em outras investigações relacionadas (2017) – Norte: Palmas (RM Palmas), Nordeste: Aracaju (RM Aracaju), Centro-Oeste: Várzea Grande (RM Cuiabá), Sudeste: Vila Velha (RM Vitória) e Sul: São José (RM Florianópolis). Para cada um dos dez casos, foram interpretadas as leis dos respectivos planos, destacando-se a citação do termo “paisagem” e seus correlatos. Ao mesmo tempo, foram mapeadas e medidas as novas áreas de ocupação entre o ano daquela instituição legal, desde que sob a égide do Estatuto da Cidade, e a data mais atualizada com adequabilidade de imagens aéreas para aferição. A última fase compreendeu a formulação de subsídios por meio de técnicas analíticas e sínteses relacionais.

Resultados:Os resultados encontrados confirmam a problemática da reduzida qualidade espacial e visual das cidades medianas brasileiras, mesmo após a elaboração de planos diretores baseados naquele estatuto. A simples menção, normalmente sintética, de questões paisagísticas nas leis urbanísticas não tem surtido efeitos práticos. Por sua vez, as maiores áreas médias de expansão da ocupação são encontradas nas regiões Centro-Oeste e Norte, as quais assumem, respectivamente, a quarta e terceira colocações na avaliação qualitativa dos cenários. De outra maneira, as menores são registradas na Nordeste e Sudeste, que são posicionadas em segundo e quinto lugares naqueles procedimentos avaliativos, o que não define a significância de correlações.

Conclusões:Frente a essas constatações, depreende-se a necessidade de adoção de soluções de tratamento paisagístico por diretrizes urbanísticas que ultrapassem o cunho teórico, viabilizando, por meio de procedimentos de projeto, planejamento e gestão, a transformação da realidade da paisagem das cidades de porte intermediário no país.

Palavras-chave:Paisagem urbana. Planejamento e gestão. Áreas de expansão. Casos Nacionais.

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador
    3. Colaborador