Artigo

A ÉTICA DO AMOR EM SANTO AGOSTINHO: CONTRIBUIÇÃO PARA UM ESTADO JUSTO

CRESPIM, Valdinei Sutil1; OLIVEIRA, Lino Batista De2;

Resumo

Introdução:Estamos imersos em um tempo onde se busca fundamentar uma pluralidade de éticas, por isso se faz importante voltar nosso olhar ao passado para analisar os pressupostos de uma das primeiras grandes elaborações éticas, e que teve grande influência no pensamento Ocidental.

Objetivo:Foi com vistas a isso que nos propusemos a fazer uma análise da ética elaborada por Santo Agostinho, visto que ela, além de ser um corpo sistemático, que ao se desenvolver abrange todo o pensamento agostiniano, também delineou as relações sociais posteriores. Seu desenvolvimento culmina numa visão singular de Estado de Agostinho, porém está se apresenta turva mediante as imputações fora de contexto histórico que visou sustentar teses que são estranhas ao seu pensamento. Desta maneira a presente pesquisa busca destacar alguns pontos relevantes de sua reflexão ética e demonstrar que sua visão de Estado é um desenvolvimento natural de sua ética, sendo esta uma contribuição determinante na vivência de um Estado justo.

Metodologia:Para o desenvolvimento de tal objetivo, recorremos a pesquisas bibliográficas que visam demonstrar o ponto de partida de sua ética, e análises de obras do próprio autor na qual ele se ocupa da temática da ética e do Estado.

Resultados:Os resultados obtidos com o presente trabalho corroboram com a tese de que existe uma íntima ligação entre ética e Estado, e que este último tem como fundamento os pressupostos do primeiro. Assim uma vivência ética produz inevitavelmente um Estado mais justo.

Conclusões:Assim, por meio da presente pesquisa, identificamos um caminho percorrido por Agostinho, que tem seu início influenciado pela filosofia clássica que identifica a finalidade do homem na busca pela felicidade, a partir deste ponto vemos Agostinho identificando tal felicidade, desta forma cessa sua busca, mas inicia uma nova que é o modo de ter a posse de tal felicidade, aqui há uma virada de pensamento, pois é deslocado o objeto de tal felicidade, que para os Gregos se realizava na pólis, para Agostinho em Deus. Tal concepção reformula todo um modo de conceber a realidade, pois toda a natureza (natural) é meio para se alcançar a posse do sobrenatural (Deus).

Palavras-chave:Ética. Estado. Santo Agostinho. Felicidade.

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador